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Leilão da Celg deverá ser marcado para fim de janeiro

Adriana Fernandes / BRASÍLIA

O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2015 | 02h04

O governo de Goiás e o Ministério de Minas e Energia farão um roadshow (apresentação) internacional para atrair investidores para o leilão da Celg, empresa de energia de Goiás.

Segundo a secretária de Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, o governador de Goiás, Marconi Perillo, vai participar das reuniões com os investidores, que ocorrerão na Europa, Ásia e Estados Unidos. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, também deverá participar dessa viagem.

Previsto inicialmente para novembro, o leilão está atrasado e só deverá ocorrer no fim de janeiro, segundo Ana Carla. Ela explicou que o cronograma atrasou por causa de questões junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e da renovação do contrato de concessão.

A Celg foi federalizada pela Eletrobrás e depois incluída, em maio, no Programa Nacional de Desestatização (PND).

A Eletrobrás tem 51% das ações e, o governo de Goiás, os 49% restantes. O Conselho Nacional de Desestatização (CND) aprovou, na quinta-feira, as condições para a concessão à iniciativa privada da empresa de energia

A parcela da Eletrobrás foi fixada em R$ 1,403 bilhão. Com isso, o preço mínimo total da empresa ficará em R$ 2,750 bilhões. O valor fixado ficou bem abaixo dos R$ 6 bilhões que se esperava na venda da empresa no início do processo de privatização.

As regras do leilão ainda preveem que a ofertas poderá ser estendida aos empregados e aposentados da distribuidora.

De acordo com Ana Carla, duas empresas independentes foram contratadas para avaliar o preço da Celg e chegaram a valores muito próximos. "Vamos trabalhar para maximizar esse valor", disse a secretária, que espera um leilão muito competitivo e com ágio.

A Celg será a primeira empresa a ser vendida ao mercado que pertence a um grupo distribuidoras de estatais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é o gestor da venda. O banco contratou a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), do Banco Mundial, para desenhar a modelagem.

Potencial. Na avaliação da secretária de Fazenda, a empresa, embora esteja hoje com uma situação financeira delicada, com alto endividamento, tem grande potencial de crescimento. Segundo ela, investidores nacionais e estrangeiros manifestaram interesse na compra, inclusive chineses. A secretária tem reiterado que a Celg é a "joia da coroa", por isso o interesse na companhia. Para Ana Carla, o potencial de desenvolvimento do Estado de Goiás será o grande diferencial para elevar o preço na hora do leilão.

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