Leilão da hidrelétrica de Jirau tem início em Brasília

Investimento estimado pela EPE é de R$ 8,7 bilhões; apenas dois consórcios disputam a concessão

Wellington Bahnemann e Leonardo Goy, da Agência Estado,

19 de maio de 2008 | 14h19

Começou no início da tarde desta segunda-feira, 19, o leilão da hidrelétrica de Jirau, do Rio Madeira, que está sendo realizado na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília. A licitação, que será disputada na modalidade reversa, tem preço-teto de R$ 91/MWh. O empreendimento, que tem 3,3 mil MW de capacidade, tem previsão para entrar em operação em janeiro de 2013. O investimento estimado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) é de R$ 8,7 bilhões.   Veja também:  Aneel decide reforçar a segurança para leilão da usina de Jirau  Justiça nega liminar para suspender o leilão de Jirau   Dois consórcios disputam a concessão dos empreendimentos: o consórcio Jirau Energia, integrado por Odebrecht (18,6%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%), Furnas (39%) e Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia II (FIP - formado pelos bancos Banif e Santander) (20%); e o consórcio Energia Sustentável do Brasil, constituído por Suez (50,1%), Camargo Corrêa (9,9%), Eletrosul (20%) e Chesf (20%). A Aneel informou que 39 distribuidoras participam como compradoras da energia da usina.   A sistemática do leilão prevê a realização de duas fases. Na primeira, que está ocorrendo agora, os consórcios apresentam um único lance pela hidrelétrica. A menor proposta vence a disputa. Caso a diferença dos lances seja inferior a 5%, o sistema dará a início a uma segunda etapa. Esta fase é constituída por rodadas uniformes, no qual o sistema calcula uma tarifa para a usina e os empreendedores dizem se aceitam ou não o valor apresentado. Na hipótese de apenas um consórcio permanecer na disputa, este grupo será declarado o vencedor da licitação.

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