Lunae Parracho/Reuters
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Leilão da usina de Tapajós pode não acontecer, diz governo

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, disse que projeto é importante, mas que palavra final é dos órgãos ambientais

Antonio Pita , O Estado de S. Paulo

09 de junho de 2015 | 16h35

RIO - Adiado em outubro de 2014, o leilão de energia da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, no Pará, corre o risco de não acontecer em função dos impactos às comunidades indígenas locais. A avaliação é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Segundo ele, apesar da importância do projeto, a "palavra final" é dos órgãos ambientais.

"Esse  risco (de não acontecer) tem. Para o suprimento energético do Brasil é importante que tenha esse empreendimento, mas a palavra final é da área ambiental", afirmou Tolmasquim, após participar de seminário no Rio.

Segundo ele, a "questão indígena" é o grande tema em discussão atualmente no projeto, que já foi alterado outras vezes para mitigar os impactos sociais do projeto localizado no Rio Tapajós, no Pará. Como em Belo Monte, a construção e operação da usina vão afetar populações indígenas tradicionais que vivem em reservas da região. "Tenho esperança (de que o leilão) que ocorra. Provavelmente, ficará para 2016", completou Tolmasquim.

O Ibama se debruçou sobre quase 20 mil páginas do estudo de impacto ambiental da Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós e viu falhas no projeto. A usina deve ser erguida no meio do Parque Nacional da Amazônia, em uma das regiões mais conservadas do País, mas o órgão ambiental derrubou o principal argumento usado pelo governo para tentar liberar o empreendimento: o conceito de “usina plataforma”.

Em parecer concluído em março por um grupo de analistas do Ibama, ficou demonstrado que, na prática, as ideias propostas para reduzir os impactos negativos da obra já são velhas conhecidas de qualquer outro grande projeto instalado na Amazônia e que não diminuiriam os riscos ambientais.

Responsáveis pela contratação dos estudos, a Eletrobrás e o Grupo de Estudos do Tapajós, que reúne uma série de empresas privadas, dependem de uma licença prévia do Ibama para que o empreendimento possa ser leiloado pelo governo. O governo pressionou para que a licença fosse dada no ano passado, o que não aconteceu. A se basear pelas diversas “incertezas e falhas indicadas ao longo da análise” feita pelo Ibama, ainda há muito o que ser discutido sobre o empreendimento.

Tapajós terá potência de 8 mil MW e deverá custar cerca de R$ 30 bilhões.

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