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Leilão da Varig deve reunir 17 candidatos

O leilão da Varig, previsto para o início de julho, deve reunir cerca de 17 candidatos. Gol, WebJet e Ocean Air manifestaram hoje a intenção de participar da disputa, mas sem recorrer ao empréstimo-ponte concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No fim do prazo para aceitação de propostas, o banco recebeu hoje três pedidos, mas não divulgou o nome das empresas. A Varig declarou ter sido procurada por 14 interessados, que não disporão do dinheiro do banco estatal. A companhia aérea está negociando diretamente com bancos privados a concessão de empréstimos-ponte e irá anunciar o resultado em 48 horas.Os dois processos correrão em paralelo até o leilão. O fato é que a Varig depende dos recursos do empréstimo para manter fluxo de caixa e garantir a continuidade das operações pelo menos até a data da venda. Em palestra na Câmara de Comércio Americana onte, o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, reiterou que a situação financeira da companhia é crítica, devido à necessidade de verba para cobrir custos operacionais diários. "A empresa possui um fluxo que tem que vencer. Estou preocupado com a situação", afirmou.O empréstimo-ponte foi a maneira encontrada para capitalizar imediatamente a Varig. Os interessados na compra, que obtiverem o financiamento, têm o compromisso de depositá-lo no caixa da Varig para fazer frente às despesas. A questão é que muita empresas não consideraram vantajosa a oferta feita pelo BNDES. "Não há diferencial. As condições são as mesmas do mercado. Por isso, algumas empresas acharam melhor recorrer a seus próprios bancos", explicou Marcelo Gomes, diretor da consultoria Alvarez e Marsal, responsável pelo processo de reestruturação da Varig.Para tentar aumentar a atratividade do negócio, a consultoria estuda com a Anac uma forma de antecipar a liberação dos dados estratégicos da empresa. A previsão inicial de abertura do data room era 9 de junho. A Varig solicitou também ao BNDES a estruturação de um financiamento para o próprio leilão. A direção do banco informou que a proposta está sendo avaliada. Para o eventual financiamento, porém, será montado um modelo específico e não utilizada a modelagem que marcos os leilões de privatização.

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 19h47

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