Leilão de álcool deve baixar preços

No leilão de álcool hidratado promovido pelo governo ontem, o volume vendido foi 114,250 milhões de litros. As distribuidoras da região Centro-Sul adquiriram 104,250 milhões de litros a um preço médio de R$ 0,50 por litro. O valor é 11,2% inferior ao preço de venda do último leilão do produto, realizado no final do mês passado, quando o preço médio foi de R$ 0,56. As empresas do Nordeste adquiriram 10 milhões de litros, pagando um preço médio de R$ 0,59. No leilão do mês passado foram ofertados 100 milhões de litros, apenas para as distribuidoras da região Centro-Sul do País. Ao todo, o governo arrecadou R$ 58,169 milhões com a venda de ontem.O preço médio de venda do leilão para as distribuidoras do Centro-Sul acabou ficando abaixo dos preços que vinham sendo praticados no mercado na semana passada, quando o litro do álcool hidratado era vendido a R$ 0,74. A venda final para as distribuidoras da região superou em 1,250 milhão de litros a oferta inicial do governo, porque foram feitos alguns ajustes nos lotes de venda.Pressão de baixa nos preçosO consultor Júlio Maria Borges, da Job Consultoria, avaliou que o resultado do leilão deverá pressionar os preços para baixo. Borges destacou ainda que a acirrada competição entre os postos deverá garantir o repasse aos consumidores.A queda no valor do álcool vendido no leilão de ontem, foi atribuída pelo mercado às restrições do governo para a participação de pequenas empresas. Segundo analistas e consultores, o temor de um novo calote, a exemplo do que aconteceu no último leilão, quando três empresas deixaram de pagar o que adquiriram, fez com que o governo restringisse a participação destas empresas, colocando a venda apenas grandes lotes de álcool. Técnicos do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima) realizam na próxima terça-feira, na sede do Ministério da Agricultura, uma reunião para avaliar o comportamento do preço do álcool combustível no mercado após a realização do leilão de ontem.

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