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Leilão de energia A-0 cobre 62% da necessidade de distribuidoras

O leilão de energia existente realizado nesta quarta-feira atendeu a cerca de 62 por cento da necessidade de contratação de eletricidade das distribuidoras, movimentando 27,28 bilhões de reais em contratos fechados e superando expectativas do governo.

Reuters

30 de abril de 2014 | 11h12

As distribuidoras, que estavam descontratadas em mais de 3.300 megawatts médios de energia, compraram no leilão 2.046 megawatts médios para entrega entre maio deste ano e o fim de dezembro de 2019, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O resultado foi melhor que o esperado pelo governo. Na terça-feira, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse que o leilão já seria um sucesso se atendesse a 50 por cento da necessidade das distribuidoras de energia.

O leilão A-0 foi importante para reduzir o custo das distribuidoras com a compra de energia no curto prazo, que está com preços elevados diante do menor nível dos reservatórios das hidrelétricas em mais de uma década e pelo acionamento de térmicas, fonte mais cara de eletricidade.

Quanto maior a contratação no leilão, menor a necessidade de o governo encontrar formas de cobrir os gastos das distribuidoras com a aquisição de energia no curto prazo. Na última sexta-feira, a CCEE fechou um empréstimo de 11,2 bilhões de reais com bancos para ajudar as distribuidoras a arcarem com o custo mais elevado da energia de curto prazo.

Não havia expectativa de que o leilão conseguisse atender toda a demanda das distribuidoras, justamente pela possibilidade de as geradoras lucrarem mais com a venda de energia mais cara no curto prazo. Mas algumas empresas elétricas optaram por assegurar um fluxo de caixa estável no longo prazo ao ofertarem energia no certame.

Como esperado, Petrobras e empresas do grupo Eletrobras apareceram entre as principais vendedoras de energia existente no leilão.

A Petrobras vendeu 574 MW médios de suas térmicas, a 262 reais por MWh. Furnas e Eletronorte, subsidiárias da Eletrobras, comercializaram um total de 811 MW médios. A Tractebel vendeu 150 MW médios da hidrelétrica Santo Santiago e a Energias do Brasil outros 5 MW médios da hidrelétrica Lajeado.

(Por Anna Flávia Rochas)

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