Leilão de energia velha tem preços de abertura baixos

Ainda sem ofertas, o leilão de energia velha que está sendo realizado hoje pelo Mercado Atacadista de Energia (MAE), teve preços de abertura considerados mais baixos do que o esperado por técnicos das principais distribuidoras da região Sudeste. Para o diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Luiz Fernando Rolla, os preços estão "surpreendemente" baixos. Segundo ele, a Cemig está participando do leilão "como observadora". "Não temos interesse em adquirir uma quantidade específica pré-determinada", afirmou.Rolla faz coro a outros representantes de distribuidoras, que acreditam que compradores devem aparecer até o final do dia. "O começo foi um pouco tumultuado, mas em breve as ofertas deve começar a surgir, porque o leilão é o que de melhor poderia estar acontecendo", comentou um técnico do mercado. Alvo de sete ações contra sua realização - uma delas acatada e depois derrubada na Justiça Federal do Ceará - o leilão de energia velha começou com atraso após uma falha no sistema eletrônico do Banco do Brasil. O preço da energia, divulgado pelas geradoras federais no início do leilão apresentou disparidades: variando entre R$ 41 por megawatt hora (MWh) a mais baixa, oferecida pela Eletronorte em contratos de dois anos para entrega no submercado Norte, para até R$ 70,05 por MWh, cifra considerada bem próxima ao teto de repasse dos custos de geração, de R$ 72. A Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) foi a responsável pela oferta de energia mais cara. São 69 lotes para entrega no submercado Sul em contratos de dois anos. Furnas oferece contratos de dois anos a R$ 62,39 por MWh; de quatro anos a R$ 57,95 o MWh e contratos de seis anos a R$ 69,95 por MWh. Já a Chesf oferece contratos de dois anos a R$ 45,06 o MWh; de quatro anos a R$ 45,99 e R$ 51,08; e de seis anos a R$ 46,33. No total, 4,5 mil MW médios serão leiloados e oito empresas estão vendendo energia. Além das geradoras federais (Furnas, Chesf, Eletronorte e CGTEE) também participam do leilão Copel, Tractebel e as usinas Zillo Lorenzetti e Barra Grande de Lençóis. Para participar do pregão como compradoras, 37 empresas depositaram garantias.

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