coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Leilão de exploração de petróleo pode arrecadar até R$ 3,7 bilhões

Segundo diretor da ANP, na melhor hipótese, leilão de 289 blocos, com ágio médio de até 500%, chegaria a esse valor

Entrevista com

IRANY TEREZA, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2013 | 02h04

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) inicia hoje a 11.ª rodada de licitação de áreas exploratórias no País, o primeiro leilão do setor depois de cinco anos sem oferta da novas áreas. Estão inscritas 64 empresas, sendo 30 como operadoras para águas profundas.

O diretor da ANP Helder Queiroz diz que, num cenário extremamente otimista, o leilão pode arrecadar R$ 3,7 bilhões em bônus de assinatura. A agência fez estimativas de quanto podem render os 289 blocos que serão ofertados com base em diferentes cenários, considerando ágio de até 500%. A previsão é de que boa parte dos 289 seja arrematada.

A ANP chegou a prever ágio de 500% neste leilão. Como justificar este palpite?

Não foi uma previsão. Nós traçamos alguns cenários para a 11.ª rodada. No mais otimista, calculamos quanto seria a arrecadação de bônus caso todos os blocos fossem arrematados com ágio médio de 500%. Nesse cenário, que repito, é extremamente otimista, teríamos arrecadação de R$ 3,7 bilhões em bônus e outros R$ 3 bilhões em investimentos mínimos. Estou torcendo para que isso aconteça, mas não seria sensato afirmar que será esse o resultado.

A rodada de 2007 (a de 2008 foi suspensa no meio do processo) registrou um recorde de arrecadação com bônus de mais de R$ 2 bilhões. É possível, então, ultrapassar esta marca?

Diante do interesse demonstrado pelas empresas, acho que é possível. Não vou afirmar que vai acontecer, mas acredito numa rodada de sucesso, com boa parte dos blocos sendo arrematada. Para a ANP e para o governo, o mais importante é que os blocos arrematados deem bons resultados, com muitas descobertas e declarações de comercialidade. O bônus de assinatura é importante, claro, mas os investimentos e o crescimento da produção de petróleo e gás são os grandes objetivos nessa rodada e nas próximas.

A definição das áreas da 11ª rodada teve como objetivo atrair que perfil de companhias?

O principal objetivo da 11.ª rodada é descentralizar a produção de óleo e gás, que ainda está muito concentrada no litoral do Sudeste: Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Estão sendo ofertados blocos em dez Estados do Norte e Nordeste, onde a produção de petróleo ainda é incipiente ou não existe. Do Sudeste, apenas o Espírito Santo entrou. Outra característica dessa rodada é a variedade de áreas. Temos blocos em terra, em água rasa e em águas profundas. Em bacias de nova fronteira e em bacias maduras. Ou seja, é uma rodada para todos os perfis de empresa. O recorde de empresas habilitadas (64) indica que a ANP acertou ao modelar a 11ª rodada dessa maneira. Estamos muito otimistas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.