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Leilão de rodovias atrai 32 empresas

Para garantir uma boa estreia e tentar, com isso, desanuviar o cenário para investimentos no País, o governo decidiu começar os leilões pelo "filé". Na próxima sexta-feira, os interessados nas concessões da BR 262 (trecho no Espírito Santo e em Minas Gerais) e BR 050 (trecho em Goiás e Minas Gerais) deverão apresentar suas propostas na BM&F Bovespa. Os envelopes serão abertos no dia 18, data oficial do leilão.

LU AIKO OTTA, Agencia Estado

08 de setembro de 2013 | 08h33

"Na nossa visão de hoje, esses são os dois trechos mais competitivos", disse um executivo do setor de construção, onde estão concentrados os candidatos a concessionários. "São as que têm menor extensão e exigem menos investimento." Além disso, a BR 262 terá 180 km duplicados com recursos públicos para o concessionário, o que garantiu uma redução de 30% no pedágio. É quase metade da extensão a ser leiloada: 375 km.

Ele ironizou a avaliação do setor privado que o governo vai começar os leilões pelos projetos mais atrativos. "No início do processo, não havia interesse algum; agora, já temos até filé", disse.

Ele acrescentou que, como apenas umas quatro empresas sairão vencedoras no leilão, haverá interessados para os demais trechos. "Tem comprador para filé e para a chã de dentro, aquela carne que é boa, mas não é tão macia quanto o filé." Com a formalização do apoio de bancos oficiais e empresas estatais aos consórcios com até 49% do capital, Borges diz que está tudo acertado em relação às rodovias. Ele diz que foi um amplo processo de diálogo com o setor privado. O governo precisa que os leilões sejam concorridos para conseguir um bom desconto nos pedágios, que estão elevados.

Há otimismo também em relação aos aeroportos de Confins (MG) e Galeão (RJ), que vão a leilão no dia 31 de outubro. Há pelo menos seis consórcios formados, segundo informações de bastidores.

São compostos por operadores de grandes aeroportos, como Frankfurt, Heathrow (Londres), Changi (Cingapura) e Houston, entre outros, associados a construtoras.

Já em relação aos portos, que deverão abrir leilões no final de novembro, há risco de judicialização. No Porto de Santos, que integra o primeiro lote a ser oferecido à iniciativa privada, o governo quer juntar áreas e para isso vai leiloar espaços que ainda têm contratos vigentes. Contestação judicial.

Em ferrovias, é certo que a data marcada para o primeiro leilão, 18 de outubro, vai ser adiada. Para que fosse mantida, o edital teria de ter sido publicado em agosto, o que não ocorreu. E ainda está em discussão a criação de mecanismos adicionais de segurança para os concessionários.

Os leilões enfrentam os mesmos problemas. Os principais são a prudência dos empresários diante de uma economia que cresce pouco e uma combinação negativa de riscos altos e rentabilidade baixa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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