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Leilão de rodovias melhora imagem do País, diz Bernardo

Segundo ministro do Planejamento, resultado ajuda na percepção de que o Brasil é bom investimento

Beatriz Abreu, do Estadão,

10 de outubro de 2007 | 18h17

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou que o resultado do leilão de rodovias realizado na terça-feira, na Bovespa, é uma demonstração da melhoria do ambiente de negócios no Brasil. "O ambiente de negócios mudou muito e o resultado do leilão vai ajudar mais ainda a percepção de que o Brasil é um país de excelentes oportunidades de investimentos", disse o ministro. Em entrevista ao Estado, ele ponderou que a percepção da diferença entre os preços dos pedágios que prevaleceram no leilão e os praticados atualmente pode motivar uma discussão sobre os preços de hoje. "Não quero me antecipar, mas, em algum momento, essa discussão irá surgir", comentou. Não se trata, segundo ele, de uma interferência no setor, mas de uma avaliação das condições que garantiram um preço de pedágio menor agora. O fato de destaque no leilão, insistiu o ministro, está relacionado à melhor percepção do investidor estrangeiro sobre o Brasil. "Com lances ousados, as empresas disseram que o Brasil é um país estável, com ambiente econômico de estabilidade e inflação baixa", acrescentou. "Os espanhóis estão apostando no crescimento econômico brasileiro", disse, ao se referir a empresa OHL, que dominou o leilão conquistando cinco trechos, entre eles os mais cobiçados: a Regis Bittencourt e a Fernão Dias. "São rodovias importantes." O leilão, segundo ele, evidenciou o apetite dos estrangeiros em investir no Brasil. O ministro comentou, ainda, que o presidente Lula, quando esteve em Madri, no mês passado, reuniu investidores espanhóis de diversos setores que manifestaram o interesse em investir no país.Segundo Paulo Bernardo, essa melhoria na percepção da oportunidade de investimentos no país, torna ainda mais importante a atenção do governo na preservação da estabilidade econômica. "Não podemos deixar que esse quadro conquistado se deteriore. Precisamos preservar a estabilidade econômica, reduzir a burocracia e reduzir o custo Brasil", comentou.  Para ele, ter estradas em boas condições é um componente importante para a redução do custo Brasil, porque melhores condições de tráfego evitam danos aos caminhões e o menor pedágio reduz o ônus financeiro das empresas. O ministro comemorou o resultado do leilão e a decisão do governo de, há seis meses, suspender a disputa pelas concessões, na busca de melhores condições para os usuários. "Acertamos quando decidimos rever as condições do edital." O edital anterior definia taxa de retorno de 12,88%, o que implicava em um pedágio mais caro e, segundo Paulo Bernardo, o governo fez a aposta certa quando modificou o edital para fixar a taxa de retorno em 8,95%. "Havia uma convicção de que havia uma gordura. Nós enxugamos essa gordura e o resultado mostrou que nós estávamos certos. Foi a política mais acertada", disse.

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