Leilão de transmissão tem 15 grupos habilitados, afirma Aneel

Linhas de transmissão do chamado Pré-Belo Monte, sistemas que vão escoar a energia da usina, vão ser licitadas hoje

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h07

O leilão de transmissão de energia que ocorre hoje tem 15 proponentes habilitadas para participação, sendo seis consórcios, segundo informações no site da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O leilão irá licitar linhas de transmissão do denominado "Pré-Belo Monte", sistemas que darão suporte ao escoamento da energia da usina localizada no Pará.

Entre as empresas habilitadas para participar individualmente estão Copel, CPFL, Abengoa, Alupar, Cobra Instalaciones, Cimy Holding, Elecnor, Sistema de Transmissão Nordeste e Taesa, esta última do grupo Cemig.

As empresas da Eletrobras também estão presentes entre as habilitadas, mas formando consórcios com outras companhias.

Nesse leilão, a Aneel estabeleceu que as empresas com obras de transmissão atrasadas - caso de algumas subsidiárias Eletrobrás - poderiam participar do leilão apenas em consórcios, no limite de 49% de participação.

No Consórcio Cruzeiro do Sul, Eletronorte tem 49% de participação e Alupar tem 51%.

A Chesf também está no Consórcio Gilbués, com 25% de participação, em conjunto com a Eletronorte (20% ), Taesa (27,5%) e Alupar (27,5%).

Furnas formou dois consórcios com a chinesa State Grid (51%) e com a estatal paranaense Copel (24,5%).

Além disso, Furnas está também em outros dois consórcios com o Fundo de Investimento em Participações Caixa Milão, este último com 51% de participação.

O leilão de transmissão contará com oito lotes no total de 4.445 quilômetros em linhas de transmissão e 1.940 megavolt-amperes (MVA) de potência em subestações -instalações localizadas em 11 Estados que vão demandar investimentos de cerca de R$ 4,3 bilhões.

A Receita Anual Permitida (RAP) total estabelecida pela Aneel para o certame é de R$ 476,1 milhões.

Eólica. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que aprovou um empréstimo-ponte de R$ 300 milhões para a construção de 15 parques de geração de energia eólica na Bahia. Os recursos serão destinados a 15 Sociedades de Propósito Específico (SPE) controladas pela Renova Energia S/A, empresa constituída em 2006 por investidores brasileiros.

A previsão é que os empreendimentos entrem em operação em 2013 e 2014, com instalações em cinco municípios do semiárido baiano: Guanambi, Pindaí, Igaporã, Caetité e Urandi. Os parques terão capacidade de 386 MW, com investimentos totais de R$ 1,4 bilhão, incluindo a linha de transmissão associada.

Os investimentos incluem a compra de 230 aerogeradores produzidos no País e expectativa de geração de cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. /REUTERS e AE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.