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Leilão de usina Santo Antônio poderá ser adiado

Leilão depende da análise da documentação da usina pelo TCU e à constituição de novos consórcios

Wellington Bahnemann e Renée Pereira, do Estadão,

13 de setembro de 2007 | 21h40

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, admitiu nesta quinta-feira, 13, a possibilidade de adiamento do leilão da usina hidrelétrica de Santo Antônio (3.150 MW), no Rio Madeira. A licitação está marcada para 30 de outubro. Segundo ele, a realização do leilão está condicionada à conclusão da análise da documentação da usina pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e à constituição de novos consórcios empreendedores. "O leilão só ocorrerá se houver competição", afirmou Tolmasquim, durante o Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), promovido pelo Grupo Canal Energia, em São Paulo. Segundo Tolmasquim, o leilão não deve ser realizado se apenas o consórcio Furnas/Odebrecht se prontificar a participar da disputa. Para atenuar o grau de assimetria das informações sobre o projeto, a EPE pretende pôr à disposição dos interessados todos os dados sobre o projeto da usina. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, afirmou também que a autarquia pretende fazer trabalho semelhante, promovendo reuniões técnicas com os investidores. Tolmasquim afirmou que o governo ainda trabalha com a perspectiva de realizar o leilão em 30 de outubro, até porque há o risco de se perder a janela hidrológica do Rio Madeira para se construir Santo Antônio, de modo a possibilitar que a usina entre em operação em 2012. Por conta disso, ele acrescentou que não há data limite para realização do leilão da hidrelétrica. O executivo, porém, afirmou que não haveria problema se a usina começasse a operar em 2013, uma vez que poderia ser substituída por outras fontes. Além disso, segundo ele, a usina agregaria pouca energia ao sistema em 2012, já que entraria em operação apenas no fim do ano. "Nós teremos usinas a carvão, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) que poderão entrar no lugar da usina." Opinião oposta O diretor da Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura, Irineu Meireles, afirma, porém, que a conta não é tão simples assim. Se o País perder a janela hidrológica do Rio Madeira, o atraso não será apenas de três meses, mas de um ano, diz ele. As máquinas que entrariam em operação em 2012 apenas poderão trabalhar na obra no fim de 2013. "Quem vai perder é o País, que terá de recorrer a uma energia mais cara, como a de óleo combustível." Sobre competição, ele destaca que o governo só saberá quando lançar o edital e as empresas se apresentarem. Kelman afirmou que ainda não há previsão de data para que o edital seja publicado. Segundo ele, o Ministério de Minas e Energia ainda não teria encaminhado as diretrizes para elaboração do documento.

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