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Leilão do BC e exterior garantem 3a alta seguida do dólar

A volatilidade nas principais bolsas de valores aliada à alta do dólar no mercado global de moedas justificaram o avanço da moeda norte-americana frente ao real nesta quarta-feira, em mais um dia em que a cautela sobre a recuperação econômica prevaleceu.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

26 de agosto de 2009 | 16h54

Além disso, a expectativa pelo leilão de compra do Banco Central ajudou a elevar a cotação. Depois da operação, contudo, a alta arrefeceu, seguindo a melhora nos mercados acionários.

No fechamento, o dólar ganhou 0,32 por cento, a 1,862 real na venda, após chegar a subir quase 1 por cento na máxima do dia.

É a terceira sessão seguida de alta da moeda, que na semana já acumula apreciação de 1,7 por cento, reduzindo a queda em agosto para 0,21 por cento.

Os investidores deram uma pausa no otimismo depois do rali dos últimos meses, mesmo após dados dos Estados Unidos mostrarem o maior crescimento em 10 meses nas vendas de novas moradias e alta nas encomendas de bens duráveis em julho.

Em Wall Street, os principais índices de ações mostraram volatilidade e operavam perto da estabilidade no encerramento dos negócios no mercado cambial doméstico, enquanto a bolsa brasileira tinha leve alta.

O menor apetite por risco e busca por proteção amparavam a alta do dólar no exterior, que, no final da tarde, ganhava 0,52 por cento ante uma cesta com as mais importantes divisas mundiais. A baixa nos preços do petróleo em Nova York também deu suporte à divisa norte-americana.

COMPRAS DO BC

Nesta quarta-feira, o BC informou a compra de 2,049 bilhões de dólares no mercado de câmbio à vista em agosto, considerando operações liquidadas até o dia 21.

O valor diz respeito à quantia obtida nos leilões de compra de dólares realizados diariamente. Na operação feita nesta tarde, a taxa de corte definida foi 1,8680 real.

Para o diretor de operações da NGO Corretora, Francisco Gimenez, a queda nas cotações logo após o leilão de compra do BC ocorreu em linha com a "desova" de dólares no mercado pelas instituições bancárias.

"Antes do leilão, os bancos seguram os dólares para poderem vender ao BC a uma taxa maior. Depois da operação, desovam parte dos recursos no mercado, diminuindo a pressão de alta sobre a moeda", explicou.

"Se o Banco Central deixasse de atuar (no mercado à vista), o dólar poderia estar em níveis inferiores aos atuais. A alta vista no meio do dia foi essencialmente pela expectativa da atuação do BC."

As aquisições no mercado à vista que a autoridade monetária vem fazendo desde 8 de maio ajudaram a aumentar as reservas internacionais em 12,961 bilhões de dólares, elevando o total para o patamar recorde de 214,904 bilhões de dólares, segundo o conceito liquidez, de acordo com os mais recentes números do

BC.

Nesta sessão, de acordo com números disponibilizados no site da BM&FBovespa, o giro interbancário somava 2,6 bilhões de dólares às 16h40, em operações com liquidação em dois dias (D+2).

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