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Leilão do Madeira terá pelo menos 4 consórcios

Dois consórcios entregaram ontem suas inscrições e outros dois devem fazê-lo hoje, beneficiados pelo adiamento

Leonardo Goy, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

Após uma série de brigas empresariais e mudanças de cronograma, começou a ser definida ontem a "escalação" oficial dos participantes do leilão da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, no dia 10 de dezembro. A novidade na reta final foi a chegada da espanhola Endesa, uma das maiores companhias elétricas da Europa. O presidente do conselho de administração da Endesa Brasil, Mário Santos, confirmou na tarde de ontem que a empresa deve ingressar no consórcio da Camargo Corrêa, juntamente com a estatal Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e o grupo CPFL.Ao menos dois consórcios entregaram ontem a inscrição para entrar na disputa: o que é liderado pela Odebrecht/Furnas e o do grupo franco-belga Suez com a estatal Eletrosul. Outros dois consórcios devem entregar hoje suas inscrições: Alusa/Eletronorte e o da própria Camargo Corrêa/Chesf. Esses dois últimos foram beneficiados pela decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anunciada quarta-feira à noite, de prorrogar por mais um dia, até hoje, o prazo para credenciamento. Fontes disseram que a Camargo Corrêa não entregou ontem sua inscrição porque ainda estavam sendo fechados os detalhes para a entrada da espanhola Endesa no consórcio. Entre os consórcios que confirmaram ontem suas inscrições, a principal novidade ficou por conta do grupo liderado por Odebrecht e Furnas, que também terá como sócios a estatal mineira Cemig e a construtora Andrade Gutierrez. A composição societária desse consórcio, batizado de Madeira Energia, ficou dividida da seguinte forma: Odebrecht terá 18,6%, Furnas terá 39%, Cemig ficará com 10%, Andrade Gutierrez com 12,4% e outros 20% nas mãos do fundo Banif/Santander.O outro consórcio que confirmou ontem a participação no leilão terá participação de 51% da Suez e de 49% da estatal Eletrosul. Segundo a Suez, eventuais novos sócios só entrarão após o leilão, caso o consórcio seja vencedor da disputa. Após a fase de entrega de inscrições, os consórcios terão de depositar dia 30, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, as garantias exigidas pelo edital. Esse prazo também foi postergado, duas vezes, pela Aneel. Fontes do governo asseguram, porém, que apesar da seqüência de adiamentos dos prazos para entrega de documentos, a data do leilão continua mantida para o dia 10 de dezembro. COLABOROU MONICA CIARELLI

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