Leilão do pré-sal deve levantar no mínimo R$ 10 bi

O bônus de assinatura mínimo - valor pago pela concessão de exploração de petróleo - para o primeiro leilão do pré-sal, em outubro, será de R$ 10 bilhões, segundo uma fonte ligada ao processo. Nessa licitação será leiloada apenas uma área: o prospecto gigante de Libra, apresentado como a mais promissora região exploratória do pré-sal até agora.

RIO, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2013 | 02h06

O edital com o valor mínimo do bônus deve ser divulgado até o fim da semana que vem. O valor ficou no piso das especulações do mercado, que iam de R$ 10 bilhões a R$ 20 bilhões.

O governo entendeu que, com um valor mais próximo do piso, a Petrobrás teria mais fôlego para entrar com um porcentual maior que o mínimo exigido por lei para o pré-sal, de 30%. Ontem, a presidente da Petrobrás, Graça Foster, confirmou que a empresa estuda a possibilidade de entrar em consórcios e participar com acima desse porcentual.

Além disso, o governo considerou que um valor mais baixo aumenta a competição entre as empresas e a chance de a União receber oferta maior em volume de óleo, como prevê o regime de partilha aplicado exclusivamente ao pré-sal. Vencerá o leilão quem oferecer partilhar o maior lucro em óleo, ou excedente em óleo, com a União.

O valor de R$ 10 bilhões ainda depende do referendo do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que se reúne nos próximos dias para bater martelo sobre o assunto. Mas a decisão já está tomada. O CNPE é presidido pela presidente Dilma Rousseff. A previsão de receita com as concessões para exploração contou com o aval do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do conselho de administração da Petrobrás.

Graça disse que aguarda a divulgação do edital do leilão, com o valor do bônus de assinatura. Mas confirmou que está conversando com parceiros para formar consórcios para o leilão, para poder entrar com mais que os 30% exigidos por lei. "Pode ser 30%, 40%, 60% (além dos 30% mínimos), estudamos tudo", disse. "Eu estou muito empolgada".

Peru. A Petrobrás planeja deixar seus negócios no Peru, segundo fontes ligadas à empresa informaram à agência Reuters. As fontes não disseram, no entanto, em quanto os ativos peruanos à venda - que basicamente consistem em dois blocos de gás natural - poderiam estar avaliados. Globalmente, a empresa tem um plano de venda de ativos avaliados em US$ 9,9 bilhões.

A estatal já mostrou os ativos para potenciais compradores, de acordo com três das fontes. Uma decisão final para sair do Peru ainda não foi tomada e pode demorar alguns meses, de acordo com outras duas fontes - uma de dentro da unidade peruana da empresa e outra da indústria de petróleo local. A empresa não quis comentar o assunto. / S.V., COM REUTERS

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