Leilão do pré-sal pode atrasar em uma semana, diz ANP

Tribunal de Contas da União atrasou análise do material para o leilão, que está marcado para 31 de outubro; ANP ainda não alterou a data oficialmente

Sabrina Valle, Agência Estado

26 de agosto de 2013 | 14h29

RIO - A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou, nesta segunda-feira, 26, que o leilão do pré-sal, marcado para 21 de outubro, pode atrasar em uma semana. O Tribunal de Contas da União (TCU) atrasou a análise do material, que precisa ser aprovado pelo órgão antes de o Ministério de Minas e Energia (MME) bater o martelo final sobre o texto e divulgar o edital, o que está previsto para acontecer até dia 6 de setembro.

A ANP está com toda a infraestrutura montada para a realização do evento em 21 de outubro e ainda não alterou a data. "Teria de ver se vai ter hotel, por exemplo", disse. "É possível (que atrase uma semana)". A presidente Dilma Rousseff, em princípio, deve participar do leilão, segundo Magda.

A reguladora afirmou que 13 empresas compraram o pacote de dados sobre o prospecto gigante de Libra, que será leiloado, além das empresas que já tinham acesso ao banco de dados de exploração e produção (BDEP).

A diretora-geral da ANP disse ser possível que a alta do dólar ajude o leilão no que diz respeito ao bônus de assinatura, que será fixo em R$ 15 bilhões. No entanto, Magda lembrou que o consórcio vencedor terá grande parte das despesas e das receitas em dólar, portanto, a alta da moeda americana não deve ter impacto relevante na atratividade do leilão. Magda participa do Brazil Energy and Power, seminário sobre energia organizado pela Câmara de Comércio Americana.

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