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Leilão do pré-sal será um sucesso, diz Lobão

Ministro de Minas e Energia comentou nesta sexta-feira, 20, incrição de 11 empresas interessadas em explorar o campo de Libra

Laís Alegretti, Adriana Fernandes, Irany Terezada e Sabrina Valle, da Agência Estado,

20 de setembro de 2013 | 17h37

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira, 20, que o governo está plenamente convencido do sucesso que ocorrerá no leilão do campo de Libra, na Bacia de Santos, baseado no interesse das empresas inscritas, que, segundo o ministro, estão entre as maiores petroleiras do mundo.

"Achei necessário prestar esclarecimentos sobre inscrição de empresas brasileiras e estrangeiras no leilão do pré-sal", disse. "A ausência de algumas grandes petroleiras merece esse esclarecimento do governo."

Lobão disse que o campo de Libra é generoso. "Vai demonstrar que ele representa um grande marco para exploração de petróleo no Brasil e grande oportunidade para as petroleiras que venham trabalhar conosco na exploração do nosso petróleo", disse.

O ministro afirmou que há certo pessimismo demonstrado por alguns analistas ao afirmar que "duas ou quatro" grandes empresas deixaram de se inscrever. "Ora, das doze maiores empresas, sete estão participando. Portanto, não se poderia imaginar um sucesso maior do que essa em matéria de presença de grandes empresas", disse.

Lobão ainda rebateu críticas devido ao fato de algumas das inscritas serem empresas estatais. "Qual é o mal que há nisso? A Petrobrás é estatal", disse. "Não vejo nenhum mal que empresas estatais participem de leilões", acrescentou.

"Teremos êxito. Temos regras muito claras", disse Lobão. "Com a formulação do regime de partilha e sua legislação, procuramos defender interesse de todo o povo brasileiro, sem complicar a vida das empresas", disse.

O ministro afirmou ainda que o regime de partilha será bom no Brasil e é bom em vários países do mundo. "De todas essas empresas que estão participando, algumas delas já estão explorando petróleo em regime de partilha ou de prestação de serviços em outros países", afirmou, acrescentando que "não se fez nada de errado com a legislação construída com apoio do Congresso Nacional".

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebeu ontem um quarto das inscrições esperadas para a disputa por Libra, atualmente a maior reserva de petróleo em oferta no mundo. Gigantes como Exxon Mobil, BP, BG, Chevron e Statoil ficarão de fora do primeiro leilão do pré-sal, marcado para o próximo dia 21 de outubro. Além da Petrobrás, que participa obrigatoriamente como operadora, com um mínimo de 30% no consórcio vencedor, inscreveram-se outras dez empresas, o que sugere uma disputa com apenas dois grandes consórcios.

Os inscritos, segundo a relação da ANP, são: CNOOC International Limited (China), China National Petroleum Corporation (China), Ecopetrol (Colômbia), Mitsui & CO (Japão), ONGC Videsh (Índia), Petrogal (Portugal), Petrobras (Brasil), Petronas (Malásia), Repsol/Sinopec (hispano-chinesa), Shell (anglo-holandesa) e Total (França).

Satisfeitos. A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, disse estar "bastante satisfeita" com o número de empresas inscritas a participar do leilão de Libra, a primeira área que o governo irá licitar do pré-sal.

Magda atribuiu a um mal entendido a informação de que a ANP tinha expectativa de que todas as cerca de 40 empresas habilitadas no Brasil para operar em águas profundas e rasas manifestassem interesse.

De acordo com Magda, o porte de Libra (estimativa de 8 bilhões a 12 bilhões de barris recuperáveis) demanda investimentos grandes, de empresas igualmente robustas. A reguladora destacou que 7 das 11 empresas inscritas estão entre as 12 maiores do mundo em valor de mercado.

"As empresas que necessitamos para tocar um projeto como Libra precisam ser grandes, com portfólio adequado e apetite para assumir um projeto como este", disse.

 

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