Leilão para comércio exterior foi bem sucedido, diz Meirelles

Segundo presidente do Banco Central, medidas como esta permitirão a retomada da oferta de crédito no País

Célia Froufe e Carolina Ruhmman, da Agência Estado,

20 Outubro 2008 | 18h17

O primeiro leilão em moeda estrangeira com garantias para o comércio exterior, realizado nesta segunda-feira, 20, pelo Banco Central, recebeu uma boa avaliação do presidente da instituição, Henrique Meirelles. "O leilão foi bem sucedido", afirmou, durante rápida coletiva de imprensa que concedeu em São Paulo ao lado do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os dois participaram de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES.   Veja também: Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise     Para Meirelles, medidas como a deste leilão permitirão a retomada da oferta de crédito. Ele voltou a dizer que os leilões serão realizados de acordo com a necessidade detectada pelo Banco Central. O presidente do BC, disse também que os leilões de swap cambiais também estão sendo bem recebidos pelo mercado. "Continuaremos a atuar normalmente no mercado de câmbio".   Em relação à liquidez em moeda local, o presidente ressaltou que ainda há boa margem de recursos provenientes do compulsório a ser liberada dos bancos menores, cuja as carteiras foram adquiridas pelos maiores. "O processo segue normalmente", resumiu.   Leilão   O Banco central informou nesta tarde que emprestou US$ 1,620 bilhão para quatro instituições financeiras no primeiro leilão de oferta de dólares destinados a exportadores e que têm garantia em Global bonds. Na operação foram ofertados até US$ 2 bilhões. Segundo comunicado do BC, a taxa de corte da operação foi de 0,11% acima da taxa Libor.   Nesta tarde, o BC esclareceu que os bancos que participarem do leilão de empréstimo de dólar para o financiamento do comércio exterior e não conseguirem repassar os recursos para essa finalidade, em até 10 dias úteis, estarão sujeitos à advertência, multa e inabilitação. Segundo a autoridade monetária, a punição pode ser aplicada ao banco e ou aos seus dirigentes. A pena está prevista no artigo 44 da Lei 4.595.   Além da eventual punição em caso de não repasse dos recursos, o BC pode adotar medidas necessárias para reaver os recursos emprestados para realocar os dólares na finalidade determinada na norma: o financiamento ao comércio exterior.   (com Fernando Nakagawa e e Fabio Graner, da Agência Estado)

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