Leilão resolveria falta de 600 MW em 2010, diz Tolmasquim

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse nesta segunda-feira que, se a economia brasileira crescer 5% ao ano até 2010, ficariam faltando 600 megawatts (MW) médios para o sistema atender completamente à demanda naquele ano. Apesar de admitir esse déficit, Tolmasquim ressalta que "não há nenhum problema", uma vez que se trata de pouca energia - cerca de 1% do consumo médio atual. "Esses 600 megawatts médios podem ser contratados em um leilão, neste ano (2007), ou podem ser integrados ao mercado livre. Não é nem um pouco preocupante."O próprio ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, admitiu nesta segunda, algumas horas antes de Tolmasquim, que poderia haver esse déficit de 600 megawatts médios com crescimento de 5% ao ano, mas afirmou, também, que esses 600 MW poderiam ser inseridos no sistema elétrico com relativa facilidade mediante um leilão.Tolmasquim disse ainda que, caso a economia cresça 4% ao ano, as usinas já em construção seriam suficientes para atender à demanda. O presidente EPE informou que apresentará na terça-feira na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) novas projeções para o crescimento do consumo e da oferta de energia no País até 2010. Segundo ele, nesses cenários que serão apresentados aos empresários, a EPE elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) - de algo em torno de 4% para uma faixa entre 4% e 5%. Ele disse que suas projeções se baseiam também em uma lista de usinas que, segundo ele, têm data para entrar em operação. Essas usinas, segundo ele, são acompanhadas em tempo real pelo Departamento de Monitoramento do Setor Elétrico (DMSE), do Ministério de Minas e Energia.

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