Leilões do pré-sal serão realizados logo, diz Dilma em Londres

Afirmação foi feita pela presidente a empresários britânicos do setor de petróleo e gás que operam no Brasil

DANIELA MILANESE, CORRESPONDENTE / LONDRES, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h04

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem a executivos britânicos que está interessada em realizar logo os novos leilões do pré-sal. Segundo ela, as próximas rodadas dependem da finalização da parte regulatória do processo.

A questão sobre as datas dos leilões foi levantada por representantes de empresas do Reino Unido que investem no setor no Brasil, durante reunião com a presidente, em Londres. O encontro não estava inicialmente previsto na agenda de Dilma e foi realizado a pedido dos executivos no fim da tarde, no hotel onde ela está hospedada no centro da capital britânica.

O setor de petróleo e gás é o que atrai o maior volume de investimentos para o País, onde já atuam grandes companhias britânicas. Tanto que a área também foi tema da reunião entre Dilma e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, realizada na quarta-feira em sua residência oficial, em Downing Street.

Na reunião de ontem compareceram 16 executivos. Entre eles estavam o presidente do conselho de administração do BG Group, Andrew Gould; o presidente da BG Brasil, Nelson Silva; o presidente da BP, Bob Dudley; o diretor executivo da Shell, Andrew Brown; a presidente da Anglo American, Cynthia Carrol; o presidente da Tecnologia da Arcelor Mittal, Louis Schorsch; o presidente da Balfour Beatty, Ian Tyler; e o presidente da Rolls Royce, John Rishton.

O interesse dos britânicos por investimentos no Brasil nunca foi tão grande - no ano passado, os aportes somaram US$ 2,7 bilhões. O Reino Unido está mergulhado novamente em recessão e busca formas de retomar o crescimento econômico, por isso está de olho no potencial dos emergentes.

A América Latina, que sempre foi negligenciada pelo país, passou a fazer parte central da política externa britânica.

"A reunião de hoje (ontem) fez parte do apoio que a presidente dá ao desenvolvimento dos negócios", afirmou à Agência Estado o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota.

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