Leilões do Tesouro serão feitos se houver necessidade

Foram vendidos ontem mais papéis do que recompras para reduzir a pressão de alta das taxas de juros futuras

ADRIANA FERNANDES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2013 | 02h01

O Tesouro Nacional não vê necessidade de seguir a estratégia do Banco Central e anunciar um cronograma de leilões de recompra de títulos prefixados da dívida pública. Segundo o subsecretário do Tesouro, Paulo Valle, a estratégia será oferecer esses leilões toda vez que houver volatilidade no mercado.

Valle avaliou que o resultado dos leilões de venda e recompra de títulos prefixados realizados ontem mostrou que há demanda. No balanço dos leilões, o Tesouro acabou vendendo mais papéis do que recomprando com o objetivo de reduzir os prazos de vencimentos e assim reduzir a pressão de alta das taxas de juros futuras.

Segundo ele, o órgão acompanha o mercado de minuto a minuto e que pode atuar quando julgar necessário. Sobre o leilão que ocorreu ontem, Valle disse que a oferta do Tesouro foi abaixo da demanda para ajudar o mercado secundário de venda de títulos.

"Por que vendo papel longo se acho que é caro? Para mostrar que há demanda", disse. "No primeiro momento, damos parâmetro de preço", disse, acrescentando que a intenção é estimular compradores e vendedores a se encontrarem.

Valle informou que o governo tem na conta única, uma espécie de conta corrente do Tesouro, mais de R$ 450 bilhões e que a dívida pública está pré-financiada até janeiro de 2014. "Não faz sentido falar em dificuldades para pagar a dívida pública", afirmou.

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