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Leite adulterado é caso isolado, diz Anvisa

Presidente da Agência diz que não há riscos para a saúde dos consumidores

Paulo Leandro, do Estadão,

27 de outubro de 2007 | 14h19

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello, considerou como e "meros registros policiais" a descoberta de fraudes no leite longa vida produzido em Minas Gerais. Para Mello, a quadrilha presa pela Polícia Federal, após a confirmação de adulteração do produto, é um problema particular e a situação não pode ser generalizada. "Nosso programa de monitoramento atua em 5.564 municípios brasileiros", disse neste sábado, 27.  Com o objetivo de tranqüilizar os consumidores, Mello tentou evitar qualquer alarme em relação ao crime de fraude no leite mineiro. "Veja, se uma quadrilha falsifica uma cédula, não vamos desacreditar em todo o sistema financeiro", comparou.  Mello não soube explicar por que somente na quinta-feira a Anvisa foi alertada, pois as investigações da Operação Ouro Branco vinham acontecendo desde agosto. "Provavelmente a Polícia Federal queria manter o trabalho sob sigilo", disse.  Ao comentar a localização de centenas de caixas de leite com validade até abril de 2008, enterradas na Fazenda Vila Nova, região metropolitana de Porto Alegre, o presidente da Anvisa supõe ter sido uma carga roubada, sem qualquer relação com as fraudes.  Ele rebateu também os dados divulgados pelo Procon de Goiás, dando conta de que 42% de marcas de leite longa vida e pasteurizado pesquisados pela Universidade Federal de Goiás, apresentavam alterações com presença de soda cáustica, água oxigenada e coliformes fecais. Para Mello, os técnicos da Vigilância Sanitária de Goiás não confirmaram a informação. "Procurei logo os responsáveis pelo monitoramento goiano e eles disseram que não tem nenhum dado que justifique qualquer ameaça à população", afirmou.  O presidente da Anvisa fez questão de repetir que a responsabilidade do órgão que dirige começa apenas na gôndola do supermercado. "O Ministério da Agricultura é que fiscaliza a qualidade do produto desde a ordenha até chegar ao supermercado, passando pelos laticínios", disse.  Mello disse que o fato de um fiscal do ministério estar preso, sob acusação de participação da quadrilha mineira, indica a possibilidade de a operação de fraude somente ter sido viabilizada por conta desta colaboração do funcionário.  Para ele, a técnica de "sangria de lote", graças à coleta de amostras, garante a eficiência do sistema de monitoramento, tanto que não há qualquer registro de reprovação de marcas de leite nos últimos quatro anos.  O dirigente voltou a dizer que não há qualquer risco de morte, mesmo por algum consumidor que tenha bebido o leite adulterado produzido em Uberaba pelas empresas Calu, Parmalat e Centenário. "Não ficou confirmada a presença de soda cáustica nos lotes analisados, como havia sido informado antes", disse.

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