FELIPE RAU/ESTADÃO
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Lemann entra para lista de personalidades mais influentes da 'Time'

Um dos fundadores da gigante das bebidas Ambev, investidor entrou na lista das cem personalidades mais influentes da revista americana; fundo 3G, capitaneado por Lemann, está hoje à frente de dois símbolos da cultura dos EUA: Burger King e a Heinz

O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2015 | 22h35

O investidor brasileiro Jorge Paulo Lemann, um dos fundadores da gigante das bebidas Ambev, entrou na lista das cem personalidades mais influentes da revista Time, divulgada nesta quinta-feira. O fundo 3G, capitaneado por Lemann, está hoje à frente de dois símbolos da cultura americana: a cadeia de fast-food Burger King e a fabricante de alimentos Heinz, que produz a marca de ketchup mais famosa do mundo. No fim de março, costurou a fusão da Heinz com outro símbolo americano: a Kraft Foods. O novo negócio vai faturar US$ 70 bilhões ao ano.

Tantos acordos bilionários em solo americano elevaram cada vez mais o status internacional do brasileiro mais rico do mundo, segundo a revista Forbes. A fortuna de Lemann é estimada pela Forbes em US$ 25,9 bilhões, o suficiente para fazer do brasileiro o 29º homem mais rico do mundo.

Para justificar a inclusão de Lemann na lista, a Time encomendou um texto ao megainvestidor Carl Icahn, que aparece na 37ª posição na lista de bilionários da Forbes, com patrimônio de US$ 22,9 bilhões. Na opinião de Icahn, Lemann é “uma das quatro ou cinco pessoas mais sagazes de Wall Street.”

Icahn contou uma anedota sobre o empresário no texto. Segundo o investidor, na época em que o 3G buscava parceiros para fechar a compra da Heinz por US$ 28 bilhões, Lemann e Alex Behring, um de seus sócios, foram ao seu escritório. “Eu disse: vamos nos encontrar nos Hamptons (local famoso por concentrar casas de veraneio dos milionários que vivem em Nova York) e bater uma bolinha. Eu costumava jogar tênis para um clube e pensei que poderia desafiá-lo e fazer com que a partida fosse difícil. Então eu disse: vamos fazer uma aposta.”

Segundo lembrou o investidor, Lemann é um homem tranquilo. Diante da proposta ele sorriu e disse: “Talvez.” Foi neste momento, contou o investidor, que Alex interveio e disse que não era uma boa ideia. “Eu perguntei: por quê?”, lembrou Icahn no texto. Ao que o sócio de Lemann prontamente respondeu: “Bem, ele costumava ser um dos maiores jogadores do mundo.” Antes de iniciar a vida de empresário, Lemann chegou a disputar o torneio de Wimbledon. Ao saber disso, Icahn logo desistiu da aposta. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS 

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