Leme prevê Selic em 17,75% ao ano no final de 2005

O diretor-presidente de Pesquisa Econômica em Mercados Emergentes da Goldman, Sachs, Paulo Leme, acredita que há espaço para quatro cortes de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros entre setembro e dezembro, o que levaria a taxa básica de juros para 17,75% ao ano no final de 2005. O comportamento da inflação e o ritmo da atividade justificariam os cortes.A partir da leitura da ata da última reunião do Copom, o economista alertou para a possibilidade de o Copom cortar "de forma mais cautelosa e pausada". Leme não descarta a possibilidade de que o BC corte os juros em apenas 0,25 ponto porcentual na próxima reunião, para fazer reduções mais expressivas, de 0,5 ponto porcentual, nos últimos três meses. Nesse caso, a taxa seria de 18% ao ano no fim do ano.Para Leme, a ata sinaliza que há uma "possibilidade expressiva" de que o início dos cortes comece em setembro. Isso em relação à mensagem principal, mas ele destacou três sutilezas presentes na ata. Em um trecho, Leme disse que o Banco Central sinaliza que a trajetória de redução dos juros talvez seja mais cautelosa do que o mercado antecipa. Num segundo trecho, o Copom ponderou que o ritmo da atividade econômica se recuperou mais do que o mercado esperava. O terceiro destaque é sobre o risco potencial da alta do preço do petróleo para a inflação, o que aumenta incertezas sobre o futuro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.