Lenovo aposta na expansão da internet móvel

Empresa espera vender milhões de unidades da sua nova linha de smartphones, especialmente na China

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2010 | 00h00

O grupo Lenovo, quarto maior fabricante mundial de computadores pessoais, anunciou ontem que os produtos voltados para internet móvel vão responder por entre 10% e 20% de sua receita em cinco anos. A empresa deu início esta semana a uma nova campanha de expansão no segmento de comunicação sem fio.

A companhia espera vender milhões de unidades de uma nova linha de celulares inteligentes, ou smartphones, nos próximos anos - e dezenas de milhões de unidades no futuro. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Roy Read, em Pequim, na China.

De acordo com ele, atualmente, os aparelhos móveis de internet, como os populares computadores netbook, menores e de baixo custo, respondem por menos de 10% das vendas anuais da empresa. Assim, as possibilidades de crescimento são grandes. "No espaço dos celulares inteligentes, por exemplo, o mercado da China mal está emergindo", disse Roy Read. "Estamos apenas no começo."

Mobilidade. Durante o evento, o CEO da Lenovo, Yang Yuanqing, afirmou que a expectativa é a de que o mercado de aparelhos móveis para internet supere o de computadores tradicionais nos próximos cinco anos.

Após vender a divisão de celulares para se concentrar em computadores, que sempre foram sua atividade dominante, a Lenovo retomou o controle da unidade no ano passado. O objetivo da companhia é justamente buscar a liderança no mercado chinês de comunicações móveis.

Mas a empresa não espera que a estratégia contribua significativamente com seus resultados nos próximos dois anos, uma vez que vai concorrer com rivais já estabelecidos.

A exemplo de concorrentes como Acer e Dell, a Lenovo passou a disputar mercado com os fabricantes convencionais de celulares ao lançar, em janeiro, um aparelho inteligente dotado de tela de toque, acionado pelo sistema operacional Google Android.

Para a maioria das empresas de pesquisa de mercado, como IDC e Gartner, o crescimento dos smartphones será mesmo superior ao dos computadores em 2010. Essa realidade deve atrair ainda mais concorrentes a um setor dominado tradicionalmente por empresas como Nokia e Research in Motion, fabricante do Blackberry. / REUTERS

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