Leve e eficiente: a tecnologia na rota da popularização

CENÁRIO: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h02

No inverno de 1969, a Jaguar decidiu que o Mk-II, sedã de luxo da marca britânica, deveria sair da fábrica com uma pequena placa circular metálica sobre o porta-malas: "Danger! Disc Brakes". Freios a disco, eficientes e confiáveis, eram então o limite da tecnologia - as pessoas deveriam ser informadas de seu uso para evitar acidentes. Pouco menos de 50 anos depois, o recurso é tão trivial que só interessa aos técnicos de manutenção. A blindagem de veículos comuns segue rota semelhante na viagem rumo à popularização.

Ainda é um procedimento caro - mas já custou bem mais que os cerca de R$ 40 mil atuais. Vai ganhando soluções de baixo peso e aplicação fácil. As chapas bimetálicas, até 50% mais leves e 15% mais resistentes, talvez só sejam superadas pela ainda pouco conhecida liga (ou resina?) reativa. Inspirado na couraça de carros de combate, e apresentado discretamente em 2013 durante seminário do MIT americano, o composto "empurra" para fora mesmo o impacto de granadas de 40 mm e de munição 7.62mm perfurante. Chega ao mercado em 2018.

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