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Levy admite que pode aumentar impostos em ajuste fiscal

Em entrevista a programa de televisão, o futuro ministro da Fazenda admitiu que pode aumentar a Cide, que incide sobre combustíveis

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17 Dezembro 2014 | 08h35


O futuro ministro da Fazenda Joaquim Levy afirmou que o aumento da Cide "é uma possibilidade" em entrevista no telejornal Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele afirmou que as medidas que planeja prevê estancar e reduzir gastos e aumento de impostos.

"Na medida do necessário, podemos considerar ajuste de impostos", afirmou Levy. Esse aumento de tributos e de carga tributária, ele complementou, será implementada observando a sua compatibilidade com a meta de aumentar a taxa de poupança da economia brasileira. 

A alíquota da Cide, um tributo que incidia sobre combustíveis, foi zerada pelo governo em 2012. "(O ajuste) tem que ser balanceado... e na medida do necessário a gente pode considerar também algum ajuste de impostos, sempre olhando a compatibilidade com o objetivo de aumentar a taxa de poupança", disse ele.

Crescimento fraco. Sobre a economia brasileira, que saiu da recessão técnica no terceiro trimestre com uma expansão mínima de 0,1%, Levy destacou que a "experiência mostra que quando se faz ajustes de maneira firme e equilibrada a reação é muito rápida".

Ele ainda disse acreditar que a inflação irá entrar em processo de queda em devido momento diante do trabalho fiscal, e considera que o Banco Central está vigilante e tomará medidas adequadas.

Em outubro, o BC iniciou um novo ciclo de alta do juro básico da economia brasileira, que agora se encontra em 11,75 por cento ao ano, como forma de combater mais duramente a inflação.

Depois de o dólar ter chegado a bater R$ 2,76 na terça-feira, 16, no mercado brasileiro, Levy disse que é preciso ver como a cotação da moeda norte-americana vai evoluir, uma vez que a queda do petróleo traz aversão ao risco e há tendência de alta do dólar diante do crescimento da economia dos Estados Unidos.

Questionado ainda sobre se o Tesouro poderia socorrer a Petrobrás, que passa por uma das maiores crises de sua história diante de denúncias de corrupção, Levy disse que a capacidade de reação da petroleira é forte e que ela saberá como se ajustar. (Com informações da Agência Estado)

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