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Levy afirma que agenda econômica está avançando

O governo não está parado, afirmou hoje o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, em entrevista à Agência Estado. Ele informou que a agenda econômica está avançando e que o foco é melhorar a qualidade do gasto público. "Se não houver escorregada no lado do gasto, inclusive das despesas obrigatórias, acho que as condições para o crescimento estão mantidas", ressaltou.Levy não quis comentar a crise política, mas citou fatos que demonstram que a economia continua em boa forma. Um exemplo, segundo ele, foi a venda recorde, nas últimas semanas, de R$ 30 bilhões de títulos públicos prefixados. Esses papéis têm a taxa de rentabilidade fixada na hora leilão e, por isso, costumam ser rejeitados em momentos de incertezas. Ele lembrou, ainda, que os índices de inflação estão caindo e a balança comercial, batendo recordes. Além disso, o aumento da renda e do emprego nos primeiros meses do ano sustentaram o consumo.Quanto à agenda econômica, o secretário disse que é preciso continuar "cercando de cuidados" a execução do Orçamento da União e que o Tesouro acompanha "com interesse" o debate que vem ocorrendo nos agentes econômicos sobre a necessidade de aumento da meta de superávit primário de 4,25% do PIB das contas públicas. O superávit primário é a diferença positiva entre as receitas e as despesas do governo, sem contar os gastos com juro."Não há novidades", disse ele ao ser questionado se o governo pretende aumentar a meta, como já recomendaram o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Embora a meta oficial seja 4,25% do PIB, técnicos informam que o governo está mirando uma meta mais elevada, de 4,5% do PIB.Controle da política fiscalUm maior aperto nas contas públicas foi defendido pelo ex-ministro e deputado Delfim Netto (PP-SP) em sua proposta de "déficit nominal zero". O próprio Levy ressaltou as virtudes de um aperto fiscal mais severo na semana passada, quando comparou as taxas de risco de Brasil e Argentina. Segundo sua avaliação, a Argentina, recém saída de uma moratória da dívida, tem uma avaliação semelhante à do Brasil por causa de sua política fiscal.Levy antecipou que o Tesouro já comprou "parte substancial" dos dólares previstos no programa de compra de divisas para o pagamento da dívida externa. "Estamos bem adiantados", revela ele sobre o programa. Segundo ele, o mercado tem notado esse movimento, já que o saldo das reservas internacionais brasileiras não tem se alterado substancialmente.

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