Levy afirma que não há razão para mudar meta de superávit

O secretário do Tesouro, Joaquim Levy, avaliou hoje que não há razão para o governo federal aumentar a meta de superávit primário das contas do setor público, de 4,25% do PIB, prevista para este ano. O superávit primário é o resultado da arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais. Neste cálculo, não é levado em conta o pagamento de juros da dívida. Ele negou também especulações que existem hoje no mercado financeiro de que o governo vai fazer um superávit primário maior sem, no entanto, anunciar oficialmente essa intenção. "Hoje não há elemento novo para a necessidade ou conveniência de aumentar a meta de superávit", insistiu o secretário, ressaltando que, se houver aceleração significativa da economia, essa possibilidade pode ser considerada. Ao ser questionado sobre o impacto da política fiscal na política monetária, o secretário disse que ele é neutro. Ele ressaltou que a política fiscal hoje dá conforto ao conjunto macroeconômico do País. Ele destacou, no entanto, que, se ele não vê razão para o aumento do superávit, não há espaço para relaxamento fiscal.

Agencia Estado,

24 Maio 2005 | 18h19

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