Levy afirma que troca de papéis da dívida foi oportuna

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, considerou oportuna a operação de troca de dívida externa brasileira concluída hoje. Segundo ele, é mais um indicador de que há interesse pelos papéis da dívida externa. "Nos ajudou a esticar o prazo e nos dá margem de manobra", afirmou. Ele, no entanto, evitou fazer comentários sobre a razão de os C-Bonds, os principais títulos da dívida brasileira, não terem sido aceitos na operação. Na troca dos papéis, os C-Bonds poderiam ser usados pelos investidores na negociação e trocados por títulos Global 11 (com vencimento em 2011) e Global 24 (com vencimento em 2024). No entanto, ao recusar a oferta de US$ 342 milhões em C-Bonds, o governo sinaliza que o prêmio pedido pelos investidores foi muito elevado.O secretário do Tesouro Nacional justificou essa posição argumentando que a operação tinha valor de mercado e, portanto, não poderia expô-la publicamente. Ele ressaltou ainda operação garantiu um levantamento de recursos de US$ 613 milhões para as reservas. Ele preferiu não fazer comentários que a sobre as perspectivas futuras de captação externa. Também não informou se a liberação de US$ 490 milhões em garantias ? que estava vinculada aos bônus Par e Discounts aceitos pelo governo na troca pelos Global 11 e Global 24 ? seria contabilizada na meta de captação externa para este ano, de US$ 3 bilhões. Até agora, o governo já captou cerca de US$ 2,2 bilhões.

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