Levy aponta economia melhor e diz o que ainda é necessário

O cenário econômico atual permite "uma perspectiva realista de taxas de juros cadentes", para o Brasil, disse ao Estado o secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy. No entanto, ele reconhece que os resultados alcançados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva no front macroeconômico ainda não são definitivos. "Dependem bastante de outras decisões que consolidem o quadro em que a economia vai trabalhar", comentou. Entre essas decisões, disse o secretário, estão as reformas da Previdência e tributária, a nova legislação sobre falências, a nova regulamentação para o funcionamento da infra-estrutura e do mercado de capitais, todas ainda em discussão dentro do governo e no Congresso ? e para as quais o investidor olha com atenção. Para Levy, é necessário, além disso, ter regras claras e estáveis, sem referir-se a nenhum exemplo específico. Esse raciocínio é bem ilustrado pela divisão que surgiu dentro do governo há três semanas, com relação ao reajuste das tarifas de telefonia fixa. Enquanto a equipe econômica defendia o acordo fechado dentro dos parâmetros determinados pelos contratos de concessão, o ministro das Comunicações, Miro Teixeira, articulou para que o aumento fosse questionado na Justiça. Outro ponto importante para a consolidação da estabilidade macroeconômica são as reformas. Retorno da confiança Apesar do conjunto de decisões estratégicas nas quais o governo estará envolvido nos próximos meses, para Levy a confiança dos investidores está voltando, como mostram os mais recentes resultados dos leilões de títulos federais. O secretário considerou "muito positivo" o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN) realizado na última terça-feira, para papéis vencendo em abril e outubro de 2004. "A demanda, principalmente da LTN de abril, foi fortíssima, várias vezes maior que o valor vendido", comemorou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.