Levy aponta novidade em carta do governo ao FMI

A novidade introduzida na carta do governo ao Fundo Monetário Internacional (FMI), referente à quarta revisão do acordo, é a definição de uma nova rodada de avaliações para a determinação do preço mínimo de venda dos bancos estaduais, que foram federalizados e que devem ser privatizados pelo governo. A declaração é do secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy.Segundo ele, o novo parâmetro estabelece que essa rodada de preços mínimos deverá ser concluída até o final do mês. Como o acordo se encerra no início de dezembro, o cronograma de venda dos bancos não está explicitado no documento. Apesar da definição desse parâmetro, o secretário reconheceu que a privatização dos bancos deverá ficar para 2004. "Não sei se vamos conseguir vendê-los até dezembro, mas alguma coisa a gente pode conseguir até lá", afirmou. Os bancos federalizados são o de Santa Catarina, do Ceará, do Maranhão e do Piauí.Apesar do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, já ter antecipado que pretende retomar a instituição para o Estado, Levy disse que vários governadores têm demonstrado interesse em resolver a venda dessas instituições. "Colocamos muito dinheiro nesses bancos e nós temos interesse em recuperar parte desses recursos e, além disso, a venda também ajudará aos estados a abater uma parcela de suas dívidas com a União", disse.

Agencia Estado,

08 de setembro de 2003 | 13h23

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.