Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Levy busca apoio em reunião com banqueiros

A cúpula do sistema financeiro foi chamada a Brasília pelo ministro para uma avaliação da economia, em encontro que durou duas horas

Aline Bronzati e Adriana Fernandes , O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2015 | 02h03

Em meio à tentativa de construir com as lideranças políticas uma agenda anticrise para estimular a retomada do crescimento, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, buscou apoio dos presidentes dos dez maiores bancos nacionais. A cúpula do sistema financeiro foi chamada a Brasília pelo ministro para uma avaliação da economia, durante um encontro de duas horas, na tarde de terça-feira.

O foco da reunião, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, foi a conjuntura e a necessidade de se manter os ganhos obtidos na política econômica para impedir a piora da economia. O esforço para alcançar o equilíbrio fiscal também foi discutido com os banqueiros.

Solidariedade. O tom foi de solidariedade com o chefe da política econômica, conforme apurou o Broadcast com fontes que participaram da reunião. O encontro ocorreu no Ministério da Fazenda. Inicialmente, a agenda oficial previa apenas a presença do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal.

A chegada dos dirigentes das maiores instituições financeiras surpreendeu, justamente no momento em que a agência Moody's anunciou o rebaixamento da nota do Brasil, mas com viés estável, o que foi considerado positivo. A agência deu mais tempo para a equipe econômica construir um consenso em torno das medidas de recuperação econômica e melhorar a política fiscal.

Na reunião, Levy voltou a falar do comprometimento do governo em relação à meta de superávit primário. Ele sinalizou aos banqueiros que a meta de 2016 deverá não só ser alcançada, como pode ser até elevada. O trabalho do Banco Central, de convergência da inflação para a meta de 4,5%, também foi destacado pelo ministro.

No final de julho, o governo fez um corte drástico nas metas fiscais, desencadeando uma onda de desconfiança em torno da política fiscal. A meta de 2015 caiu de 1,1% para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) e a de 2016, de 2% para 0,7%.

O ministro, de acordo com um executivo do setor, citou os avanços até agora, mas não deu detalhes sobre como será o esforço fiscal daqui para a frente. "Foi uma reunião muito grande, mas não teve nada de novo. Alguns pedidos foram feitos por parte dos bancos, mas todos genéricos sobre a necessidade de melhorar a produtividade do País, a comunicação", diz uma fonte do setor bancário. "No mais, só elogios a Levy."

Participaram da reunião, Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Roberto Setubal (Itaú Unibanco), Alexandre Abreu (Banco do Brasil), Miriam Belchior (Caixa Econômica Federal), André Esteves (BTG Pactual), José de Menezes Berenguer (JPMorgan), Manoel Felix (Indusval/ABBC), Rossano Maranhão (Safra) e Sérgio Agapito Rial (Santander).

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