Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Levy considera 'desastroso' risco de mudança na meta de 2016

O ministro da Fazenda também considera necessário neste momento manter o esforço para aprovar com urgência o projeto que altera a meta fiscal de 2015

Adriana Fernandes e Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2015 | 17h56

BRASÍLIA - Apesar do agravamento da crise política no Congresso com a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, considera necessário neste momento manter o esforço para aprovar com urgência o projeto que altera a meta fiscal de 2015. 

O projeto estava na pauta de votação hoje, que está cancelada até o momento por conta da prisão do senador, acontecimento que mobiliza todo o Congresso Nacional desde o início da manhã.

Levy manteve contatos hoje com o interlocutores no Congresso Nacional. Segundo apurou o Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, o ministro está extremamente preocupado também com o risco de mudanças na meta de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para superávit primário das contas do setor público em 2016. Para o ministro, a mudança seria "desastrosa" para o País. Na sua avaliação, é preciso sinalizar que o governo fará o superávit primário em 2016. 

Como antecipou ontem o Broadcast, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou que vai apresentar uma emenda em plenário ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 para zerar o superávit primário de 0,7% do PIB. Ele disse já ter informado aos ministros Levy e Nelson Barbosa (Planejamento), da mudança que iria propor.

Para marcar posição, o ministro ontem cobrou apoio da base governista e do Partido dos Trabalhadores para o cumprimento da meta do ano que vem. "A presidente tem um compromisso com a meta de 0,7% do PIB, temos que encontrar os meios, toda a base de apoio do governo, incluindo o PT tem que se mobilizar. Não apenas pela Presidência, pelo Brasil", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
Joaquim Levyeconomia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.