Wilton Jr/Estadão
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Levy defende investimento privado para aumentar recursos de infraestrutura

Ministro da Fazenda disse que, com a participação do setor privado, o governo tem mais espaço para investir em áreas como habitação

Altamiro Silva Junior e Daniela Milanese, enviados especiais, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 13h24


WASHINGTON - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou em um debate nesta sexta-feira, 17, durante a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) que a participação do setor privado é importante para aumentar os recursos disponíveis para o investimentos em infraestrutura. O ministro enfatizou ainda que o País tem regras claras para a realização de investimentos e uma experiência de 20 anos das diversas agências reguladoras, que têm autonomia para resolver questões.

"O fato da desaceleração, o principal efeito é que talvez você pode usar menos recursos públicos, mas o Brasil é um país em que a tradição em ter o setor privado envolvido em infraesturura é muito longa e muito bem-sucedida", afirmou Levy no debate. O ministro reafirmou a importância do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ressaltou que a instituição vai atuar junto ao mercado de capitais para aperfeiçoar a participação do setor privado.

"Nossas ferrovias, e mesmo aeroportos agora, energia, eletricidade, a maior parte é conduzida pelo setor privado." Com a participação do setor privado, Levy afirmou o setor público pode se focar em setores como habitação e em outras áreas em que não há retorno de mercado, mas há retorno social. 

Por isso, é importante, ao discutir a participação do setor privado, separar esses dois tipos de investimento em infraestrutura. "Existe um retorno social. Qual é o retorno de investimentos em moradias? Você transforma a vida das pessoas, que moravam em uma casa sem estrutura e agora moram em um apartamento decente. Você tem escolas. É claro que o impacto na sociedade é enorme. Você está tornando mais fácil para as pessoas participarem inclusive na economia", disse no debate, que contou participantes do Reino Unido, Índia e Peru e foi realizado na Universidade George Washington. 

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