Levy defende salário-família para complementar mínimo

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, defendeu hoje, em Nova York, o uso do salário-família como alternativa na questão do reajuste do salário mínimo. Sem querer descartar as outras opções em debate, ele disse que essa proposta lhe parece a mais interessante. "Essa idéia do salário família é muito interessante do ponto de vista econômico porque é um maravilhoso farol?, disse. Ele explicou que as pessoas que recebem o salário mínimo no mercado de trabalho - exluindo os aposentados - não são muitas porque a maior parte das pessoas na faixa do salário mínimo está no mercado informal. ?Então, o que é imporante é servir como farol, como aumento de referência para negociação", afirmou Levy antes de participar da Conferência sobre Economia Brasileira, promovida pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. Para ele, ter esse suplemento do crescimento é importante porque o empregado pode chegar para o patrão e negociar também esse aumento. "Hoje acho que estamos em situação em que podemos ter esse impulsozinho sem criar riscos inflacionários. Por outro lado, esse efeito se perde no mecanismo mais tradicional no qual o maior desdobramento é a Previdência Social. Agora, o aposentado não participa do mercado de trabalho e não forma referência para formação do salário", explicou Levy. Ele disse que essa proposta de utilizar o salário família no reajuste do mínimo é inteligente e lhe parece a melhor, pois elimina o risco inflacionário e o impacto fiscal. "O efeito de geração de renda dessa opção é muito grande e endógeno", afirmou Levy. Ainda nesta manhã, Levy e o diretor de Política Monetária, Luiz Candiota, farão palestras sobre a economia brasileira.

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