Levy destaca que superávit primário está R$ 5 bi acima da meta

O esforço fiscal que o governo central fez de janeiro a outubro deste ano está R$ 5 bilhões acima da meta fixada para todo o ano de 2003. De acordo com os dados divulgados pelo secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, o governo central (BC, INSS e Tesouro) acumulou entre janeiro e outubro um superávit primário de R$ 43,009 bilhões, superando a meta anual de R$ 38 bilhões, fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Apesar do arrocho adicional, Levy tentou deixar claro que essa margem deverá ser reduzida até dezembro, o que permitirá ao setor público apurar um superávit primário mais próximo da meta estabelecida de 4,25% do PIB, o que em termos nominais significa uma economia de R$ 66 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública. A redução da margem obtida até agora reflete um movimento tradicional. No último mês do ano, o governo central quase sempre apura um déficit primário em suas contas. Ao longo de 2003, boa parte do superávit primário alcançado pelo governo central foi resultado de um baixo ritmo de gastos dos ministérios. Essa taxa de gasto, entretanto, já registrou no mês passado um aumento, o que indica uma redução na composição de superávit acima do necessário. Melhora apesar de queda na arrecadaçãoLevy destacou ainda que o superávit de R$ 43 bilhões acumulado de janeiro a outubro desse ano nas contas do Governo Central foi obtido apesar do menor peso dos impostos esse ano. Segundo Levy, essa redução pode ser traduzida na diminuição em 1,3 ponto porcentual das receitas obtidos pelo Governo Central no período de janeiro a outubro desse ano. "Isso explica a profundidade do esforço que estamos fazendo", comentou o secretário.

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