Levy diz que não há necessidade de cortes em despesas

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, afirmou que não há um corte planejado, com montante já determinado, nos gastos públicos. Ele explicou que, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, a cada dois meses a secretaria precisa fazer as contas dos gastos públicos para saber se estariam ameaçando a meta do governo. Levy observou que esse prazo só termina no final de maio. "Não é hora de fazer exercício e, por isso, digo que não vejo no momento nenhuma necessidade de corte, como está sendo sugerida pelo Congresso Nacional", afirmou. Ele reiterou que a secretaria vai continuar fazendo as contas, como sempre fez, "se não houver ameaça à meta, a gente continua. Se as coisas ficarem melhores, a gente aumenta os gastos", afirmou. Levy participou de seminário sobre setor fiscal na Fierj. Em sua palestra, ele mencionou a necessidade de diminuir as despesas correntes no País. Entretanto, em entrevista após a palestra, ele negou estar se referindo a algum corte já planejado nos gastos públicos."O desafio é diminuir as nossas despesas correntes. Mas é no sentido de como fazer a mesma coisa a um custo mais barato", disse, explicando que isso seria possível através de um replanejamento de onde os recursos são aplicados, bem como a utilização de instrumentos tecnológicos de aumento de produtividade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.