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Levy diz que reserva pode ser usada para compromissos externos

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, mostrou-se tranqüilo em relação ao uso das reservas nacionais para honrar compromissos externos. Esta semana o secretário do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou que se o governo não fizer novas captações ou voltar a comprar dólar no mercado, o dinheiro das reservas terá de ser usado para o pagamento de dívidas. "Se há necessidade de pagamento e não houver entradas, mexeremos nas reservas ", disse, acrescentando que não há pagamentos significativos a serem feitos no curto prazo. "Tenho tranquilidade em relação às reservas e não vejo preocupação no horizonte."Juros americanosO secretário do Tesouro Nacional avalia que uma alta dos juros norte-americanos já influenciou os mercados, determinando um novo patamar de preços. De acordo com ele, este momento de transição até a elevação concreta das taxas dos EUA deve durar umas duas semanas. "Estamos num momento de transição e qualquer movimento gera ansiedade, mas qualquer movimento feito pelo Fed não será dramático", disse Levy. Segundo o secretário, o governo tem obrigação de ficar atento a essas mudança e ele acredita que o cenário fique mais tranqüilo do que está agora depois que a nova taxa for definida. "Não tenho certeza de quando a alta vai se dar, mas o Fed (banco central dos EUA) sinaliza isso com clareza. Daí, a agitação", disse.A perspectiva de alta dos juros norte-americanos fez com que muitos bancos estrangeiros reduzissem a recomendação para títulos brasileiros. O fato é que a aversão ao risco aumenta quando os papéis considerados sem risco, os papéis da dívida norte-americana, passam a oferecer um ganho maior.Levy considera exagerada a atenção que o mercado doméstico dá aos rebaixamentos de bancos estrangeiros ao Brasil. "Não sei se o peso de Fulano ou Beltrano de tal banco é tão importante assim. Os bancos alteram suas previsões com alguma freqüência porque, para eles, ventilar posições é bom para ganhar dinheiro com vendas e compras", afirmou.Segundo a avaliação do secretário, os fundamentos do Brasil não se alteraram mas, ao contrário, estão hoje mais firmes. "O pessoal de um banco estava preocupado com o superávit e reduziu o Brasil. Semanas depois, o resultado apresentado veio acima do esperado", disse, em relação ao rebaixamento do JP Morgan no último dia 15.

Agencia Estado,

30 de abril de 2004 | 14h21

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