André Dusek/Estadão
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ESG

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Levy diz que se criou 'banzé' a partir de trecho de sua fala

Durante encontro com empresários, Levy rebateu pergunta que insinuava que é difícil ser ministro de Dilma

Fracisco Carlos de Assis e Álvaro Campos, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 14h48


O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta segunda-feira, 30, que "pegaram" o segundo período da fala dele na semana passada para se criar um "banzé" (tumulto). Ele se referiu a uma reportagem divulgada no sábado, 28, segundo a qual Levy falou, durante palestra para ex-alunos da Universidade de Chicago, em inglês, que a presidente Dilma Rousseff é bem intencionada, mas nem sempre age de forma efetiva. O jornal Folha de S. Paulo publicou fragmentos da fala e do áudio de Levy no seu site.

Para o ministro, "pegaram parte irrelevante da sentença" que ele proferiu. "As pessoas podem pegar trecho da minha fala para criar um banzé", disse, reiterando que o que disse durante a palestra é que a presidente Dilma tem interesse genuíno de resolver as coisas. 

Levy aproveitou a pergunta de um empresário do porquê o governo se comunica tão mal para explicar o que, segundo ele, ocorreu. A presidente Dilma, que tinha escalado o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para repassar a Levy o seu descontentamento com a afirmação, já se pronunciou hoje e disse que seu auxiliar teria sido mal interpretado.

O ministro da Fazenda rebateu com veemência uma afirmação dirigida a ele por um empresário dizendo que deve ser muito difícil para ele ser ministro da presidente Dilma. "Não é verdade, não é verdade que é difícil ser ministro do governo Dilma. Discordo, discordo", disse Levy.

Segundo ele, a presidente está trabalhando para endireitar o Brasil e o governo promove agendas sobre quais existe grande consenso. "Houve um pouco de mal-entendido, mas a confiança mútua é muito sólida", comentou. "Nós somos um time liderado pela presidente e estamos jogando junto", acrescentou.

Perguntado sobre o seu papel no governo, se é apenas para promover os ajustes necessários no curto prazo ou se sua permanência seria por mais tempo, Levy desconversou e disse apenas que "a orientação da economia brasileira avança através do tempo". Sobre sua relação com o Congresso, afirmou que as conversas, mesmo quando é preciso explicar diferenças, são extremamente saudáveis. 

O ministro participou de um almoço-debate organizado pelo Grupo Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo. Durante o evento, o ministro fez uma palestra sobre a situação da economia mundial e brasileira e reforçou a importância dos ajustes que estão sendo feitos para a retomada do crescimento.


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