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Levy garante prioridade do governo de diminuir gastos correntes

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, assegurou que a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de incluir o Brasil num projeto piloto para retirar investimentos em infra-estrutura do cálculo de superávit primário não vai reduzir em "um milímetro" a prioridade do governo de diminuir os gastos correntes que pressionam o Orçamento da União.Levy retornou ontem dos Estados Unidos, onde manteve contato com autoridades americanas e investidores internacionais e participou da reunião de primavera do FMI e Banco Mundial. Segundo ele, melhorar os gastos correntes é um desafio para o governo e a chave para encontrar o caminho entre "estagnação e recursos para investimentos?.O secretário disse que o foco do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, de garantir a qualidade do gasto em infra-estrutura foi bem entendido pelo Fundo. A decisão de fazer um projeto piloto com o FMI, ressaltou Levy, foi tomada exatamente para lidar com a necessidade de garantir essa qualidade dos investimentos. Num recado aos que imaginam um aumento expressivo e imediato dos investimentos públicos em decorrência dos entendimentos com o Fundo, o secretário advertiu que não é possível buscar atalhos para resolver o problema de investimentos na área de infra-estrutura.Política fiscal sólidaEle salientou a importância de se manter uma política fiscal sólida e disse que esse tema esteve presente nas discussões que teve nesta semana nos Estados Unidos com investidores e autoridades econômicas. Segundo ele, foi a confiança no governo nas suas escolhas fiscais - como a de manter um superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) - que permitiu a questão dos investimentos fosse abordada agora com o FMI. Os investidores estrangeiros também monitoram a política fiscal brasileira para tomar decisões de investimento, observou Levy. Segundo ele, os investidores querem ter a certeza de que a política econômica é duradoura e de que o dinheiro aplicado no Brasil vai render em um ambiente de previsibilidade econômica e não de desvios e de súbita expansão do gasto público. De acordo com o secretário, a capacidade de todas as esferas de governo (União, Estados e municípios) de colaborar com o esforço fiscal ficou bastante em foco nos encontros que ele teve durante a semana com investidores. Segundo Levy, esse esforço conjunto é que tem distinguido o Brasil de outros países emergentes, principalmente na América Latina.

Agencia Estado,

28 de abril de 2004 | 16h24

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