Levy reafirma que meta de superávit não muda "por enquanto"

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, disse hoje que a meta de superávit primário do setor público não será elevada por enquanto. "Não estou vendo mudança na meta por enquanto", disse Levy. O superávit primário é o resultado da arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais. De acordo com ele, a meta de superávit primário de 4,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2006 é suficiente para garantir a manutenção da trajetória de queda da dívida líquida do setor público - representada pelo saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), com o setor privado não-financeiro e com o resto do mundo. Ele lembrou que desde 2003 a relação dívida/PIB vem apresentando queda contínua, após ter passado cerca de sete anos em elevação.Levy disse ainda que a definição da meta de superávit leva em conta fatores mais amplos, como a questão da Previdência Social, arrecadação de impostos e a rigidez dos gastos. Sobre a crise política, o secretário disse que o País está passando por um momento de aprendizagem. "O que estamos vendo é uma verdadeira universidade popular", disse. Quanto à atuação do Tesouro no mercado cambial, Levy repetiu que o Tesouro não atua quando há volatilidade (oscilação) no mercado.

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