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Liberação da UE não suspende estudo sobre queixa à OMC

A decisão da União Européia de liberar as importações de carne bovina in natura de 106 fazendas brasileiras não vai paralisar os estudos do Ministério das Relações Exteriores sobre uma possível queixa à Organização Mundial do Comércio contra o sistema de rastreabilidade exigida pelos europeus. O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Carlos Marcio Cozendei, afirmou hoje que os estudos jurídicos terão continuidade e que dependendo dos resultados substantivos nesse área e do interesse brasileiro, o Brasil poderá abrir esse contencioso com a União Européia.Cozendei, entretanto, ressaltou que a decisão de Bruxelas, anunciada hoje, é um sinal da boa vontade dos europeus de não fechar o seu mercado a produtos brasileiros, se obtiverem informações confiáveis dos produtores nacionais. Ele ressaltou que com a decisão, a União Européia retoma o seu plano inicial de dezembro - o recebimento de listas de fazendas que cumprem os quesitos de rastreabilidade, a checagem dos documentos e a liberação das importações. Para Cozendei, a decisão foi um gesto não só comercial, mas também político. "Os europeus querem mostrar ao mundo que tendo informações confiáveis nas mãos, não terão razões para restringir o comércio", completou.

DENISE CHRISPIM MARIN, Agencia Estado

27 de fevereiro de 2008 | 13h14

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