Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Liberação de capital estrangeiro evita crise sistêmica em aéreas, diz ministro do Turismo

Governo editou MP que libera até 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que atuam no Brasil

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2018 | 20h23

BRASÍLIA – O ministro do Turismo, Vinicius Lemmetz, disse ao Estadão/Broadcast que a decisão do governo de editar uma Medida Provisória que libera até 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que atuam no Brasil evita o risco de uma crise sistêmica operacional por conta da recuperação judicial da Avianca. A empresa tem 77 mil passagens vendidas, 33 mil delas para o período de fim de ano.

Segundo ele, poderia haver uma insegurança jurídica. Com a MP, disse o ministro, a Avianca fica mais à vontade para fazer as negociações e se capitalizar sem ser na “bacia das almas”.  Na sua avaliação, a tendência é que o Congresso, mesmo na próxima legislatura, aprove a MP.

“Poderia afetar muito o turismo”, disse, Lemmertz. Ele contou que em audiência hoje com o presidente Michel Temer manifestou a preocupação que foi trazido pela área turística por conta a situação da Avianca. “Tem uma batalha judicial num período concentrado”. Ele ponderou que o Brasil precisa fazer esse movimento de modernização na legislação. “Esse mercado das áreas não está capitalizado no Brasil. Só quem capitaliza no Brasil é banco. Nesse modelo de juros altos as empresas não conseguem poupar para investir”, destacou.

Para ele, a medida favorece o ambiente de negócios de todas as áreas que operam no Brasil, tranquiliza e retira o engessamento que existe. “O mercado de áreas não pode ser local. Ele é global. Imagina a situação de uma empresa que tem problemas e só pode vender para três pessoas”, disse. Segundo ele, quanto maior a competição, melhor é oferta.

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