coluna

Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Liberação de compulsórios até 11/02 soma R$ 99,8 bi

Informação é de Meirelles, que diz que a intervenção do BC no mercado de câmbio somou US$ 33,8 bilhões

Célia Froufe, da Agência Estado

13 de fevereiro de 2009 | 15h32

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira, 13, que a liberação de compulsórios até 11 de fevereiro somou R$ 99,8 bilhões. "Tem funcionado muito bem. Isso estabilizou o sistema", afirmou em palestra realizada durante o prêmio "Qualidade em Bancos 2008" da revista Banco Hoje.   Durante a exposição, Meirelles afirmou ainda que a intervenção do BC no mercado de câmbio somou US$ 33,8 bilhões até o dia 11, dos quais US$ 14,5 bilhões destinados ao mercado à vista, US$ 9,7 bilhões em linhas de recompra, e US$ 9,6 bilhões em empréstimos para exportação. A injeção líquida no período foi de US$ 27,4 bilhões. De acordo com Meirelles, as linhas de crédito para rolagem de dívidas externas têm potencial de injeção de US$ 36 bilhões, o que favoreceria 4 mil empresas.   Veja também: Toyota lança programa de demissão para 25 mil funcionários PIB da zona do euro tem queda recorde GM oferece incentivos para aposentadoria a 22 mil funcionários De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  As medidas do emprego   Meirelles afirmou  que as discussões do G-20 em uma reunião marcada para abril se concentrarão em como retomar as linhas de crédito ao comércio exterior de países emergentes, após a retração em decorrência da crise global. O Brasil, no entanto, está tranquilo nesse assunto em razão de suas amplas reservas internacionais, ponderou Meirelles. "No momento em que os Estados Unidos começam a procurar seu caminho, a grande questão que vai remanescer na reunião do G-20 em abril será a das linhas de crédito de importação e exportação dos países emergentes e em desenvolvimento", afirmou em discurso durante evento em São Paulo. "O Brasil tem reservas internacionais para repor essas linhas, mas muitos emergentes não têm. É uma reserva de liquidez essencial." Economia brasileira Em relação à economia doméstica, Meirelles repetiu o pedido de serenidade por parte dos agentes econômicos e da sociedade. Ele afirmou ainda que o processo de estocagem da indústria brasileira foi significativo no fim de 2008 e que alguns números, como o de produção de automóveis, mostraram uma melhora em janeiro após atingirem o piso. "A crise é séria, mas temos que olhar todo o processo com serenidade." Ele disse também que há um consenso entre economistas nacionais e internacionais de que a economia brasileira vai crescer acima da média mundial neste ano, mas lembrou que, "por outro lado, o que varia um pouco é a expectativa sobre o que vai ser essa média mundial".   (Com Reuters)

Tudo o que sabemos sobre:
MACROMEIRELLESGVINTEATUA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.