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Liberação de R$ 1,5 bi pelo governo é "estranha", diz especialista

O economista e especialista em contas públicas, Raul Velloso, estranhou a liberação anunciada na quarta-feira pelo governo, por meio de uma medida provisória (MP), de R$ 1,5 bilhão para serem gastos por nove ministérios.Segundo Velloso, o que causa estranheza é a liberação dos recursos ocorrer apenas duas semanas após o governo ter feito sua avaliação bimestral - referente ao quarto bimestre de 2006 - das receitas e despesas primárias do governo central, na qual foi reduzida a meta fiscal de 2,5% do PIB para 2,45% do produto. Além disso, foi nessa mesma reavaliação que o governo decidiu cortar R$ 1,6 bilhão em gastos discricionários."O que me causa surpresa é o fato de o governo ter decidido liberar esse recurso agora. Se queriam gastar mais, não faria sentido reduzir a meta fiscal e promover um corte de R$ 1,6 bilhão na última reavaliação", disse Velloso.Para o economista, a decisão de ampliar os gastos pelo governo só será compensada de duas formas: por aumento nas receitas futuras ou por mais cortes nos gastos. "Falta agora o governo explicar como compensará esse gasto maior. Se é por meio da receita, de onde vem esse dinheiro?", questionou.Velloso ainda indagou sobre a urgência na liberação dos recursos que, para ele, poderia ter acontecido antes. "Ora, se era tão urgente, porque não fizeram há cerca de duas semanas, quando reavaliaram as receitas e as despesas? Se não é tão urgente, porque não esperar até a próxima reavaliação para fazê-lo?"

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