Liberais ingleses não apoiam cortes sem imposto riqueza

O vice-primeiro-ministro do Reino Unido e líder do Partido Liberal, Nick Clegg, disse que não irá apoiar planos do governo para mais cortes de gastos a menos que os mais ricos contribuam mais. Ele diz acreditar que haverá um "imposto riqueza" no médio prazo.

AE, Agencia Estado

23 de setembro de 2012 | 17h29

Ao discursar na conferência anual do seu partido, na cidade portuária de Brighton, Clegg citou que as medidas para garantir que aqueles de maior renda paguem uma parcela justa não estão limitadas à política dos Liberais de um imposto sobre imóveis estimados em mais de 2 milhões de libras (US$ 3,2 milhões).

A coalização do governo liderada pelos conservadores iria introduzir antes de 2015 uma nova medida para obrigar os mais ricos a pagarem mais tributos, disse ele sem fornecer detalhes.

Os comentários de Clegg ocorrem ao mesmo tempo em que as pesquisas de opinião mostram queda do apoio para seu partido. Seu discurso também pode aumentar as tensões dentro da coalização governista.

"Eu não aceitarei uma nova onda de restrição fiscal, aperto de cinto, sem pedir que as pessoas no topo façam suas contribuições. Façam contribuições adicionais", acrescentou Clegg para a BBC. "Eu não acho que você pode pedir para as pessoas de renda média e baixa, que são a maioria da população, aguentarem a maior parte do ajuste".

Clegg reconhece a necessidade de mais cortes de gastos após 2015, mas diz que o Partido Liberal não está totalmente obrigado a concordar com os planos dos conservadores para o próximo Parlamento. As informações são da Dow Jones.

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