Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Libra encerra atividades em Santos

O terminal chegou a ser o segundo maior do porto, mas com a construção de novos empreendimentos a empresa perdeu competitividade

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2019 | 16h54

O Grupo Libra vai encerrar suas atividades no Porto de Santos. Em comunicado aos clientes, que o Estado teve acesso, a empresa afirmou que, com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de não renovar a concessão do terminal no ano passado, "os contratos de operação portuária com os armadores (donos de navios) não foram renovados e os serviços que eram operados pela Libra transferidos para outros terminais".

Segundo o comunicado, a última escala dos serviços regulares está previsto para o dia 28 de abril. A partir dessa data não há nenhum serviço programado, o que torna inviável a manutenção da operação do terminal. O contrato de arrendamento da Libra em Santos vai terminar em maio do ano que vem, mas chegou a ser prorrogado em 2015 para até 2035. No ano passado, no entanto, o TCU anulou a renovação antecipada dos contratos da Libra.

O terminal chegou a ser o segundo maior do Porto de Santos na movimentação de contêineres. Com a construção de novos empreendimentos, como Embraport e Brasil Terminais Portuários (BTP), a empresa perdeu competitividade e sua movimentação entrou em declínio. Para complicar a situação, a empresa foi envolvida no escândalo de corrupção que investiga a participação do ex-presidente da República no porto. A polêmica envolve exatamente a renovação da concessão da Libra por meio da nova Lei dos Portos. 

Em nota, o grupo Libra afirmou que a “decisão dos armadores de transferir, no prazo de 30 dias, suas operações na Libra Terminal Santos para outro terminal no mesmo porto, obrigará a unidade a passar por um processo de reestruturação que inclui a redução do seu número de funcionários.”

“A saída dos armadores é resultado direto da decisão do TCU que cancelou a prorrogação do contrato de concessão da Libra até 2035 e determinou seu encerramento em maio de 2020. A sentença criou insegurança entre os armadores quanto à continuidade de suas operações em Santos”, destacou a companhia.

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