Libra forte pode dificultar equilíbrio econômico, diz BC inglês

O presidente do Banco Central da Inglaterra, Mervyn King, disse hoje que a economia no Reino Unido continuou a crescer com vigor no primeiro trimestre, mas que a valorização recente da libra esterlina pode desestabilizar a busca do necessário reequilíbrio da mesma, baseado no aumento do peso das exportações e menor dependência da demanda por consumo. Em depoimento ao Comitê do Tesouro no Parlamento, King disse que a alta recente da libra - ao maior nível em 11 anos frente ao dólar - está prejudicando as exportações do país. "A taxa de câmbio efetiva está agora cerca de 6% acima do nível em que estava quando nos encontramos com o Comitê (no início de março) e continua a dificultar a vida de muitos exportadores", afirmou. King destacou que "o nível de empréstimos para consumo e os gastos cresceram mais rápido do que o esperado" no país, durante depoimento ao Comitê do Tesouro no Parlamento. O BC inglês elevou o juro local em novembro e fevereiro para conter a demanda doméstica, mas se decepcionou com a resposta dos consumidores, cujo apetite por empréstimos continua elevado. King disse esperar que a alta recente no juro e a queda nos lucros pós-impostos devem refrear o consumo. Andrew Large, membro do conselho de política monetária da BC inglês, presente ao depoimento, acrescentou que a instituição "não está tentando sugerir que as taxas de juro devam subir em todas as circunstâncias". Sobre a utilização de táticas de choque (movimento inesperado na taxa de juro), embora os membros do comitê tenham indicado ser necessárias para reduzir o nível da dívida dos consumidores, ressaltaram hoje que o gradualismo é ainda preferido para controlar a inflação. King disse, em seu depoimento, ser a princípio contra o uso de táticas de choque, mas que não evitaria um movimento inesperado em circunstâncias necessárias. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

25 Março 2004 | 10h58

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