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Libra pode render o dobro da receita de outros leilões

Bônus de assinatura começa em R$ 15 bilhões; em 14 anos, desde a primeira rodada de licitações, União arrecadou R$ 8,9 bilhões

MÔNICA CIARELLI / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2013 | 03h15

O leilão da área gigante de Libra tem previsão de durar cerca de meia hora amanhã. Minutos preciosos para o governo, que planeja arrecadar quase o dobro de tudo que já foi pago em rodadas de licitações realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) até hoje. Desde a primeira rodada de licitações em 1999, os cofres da União arrecadaram R$ 8,9 bilhões. Já o bônus de assinatura de Libra, no pré-sal de Santos, começa em R$ 15 bilhões.

Embora seja o maior da história do País, o leilão não conseguiu atrair gigantes privadas como ExxonMobil, British Petroleum (BP), Chevron e Eni. Entre as questões que afugentaram grandes empresas petrolíferas como Exxon, Chevron, BP e BG está a falta de autonomia na gestão operacional do negócio.

Pelo modelo de partilha adotado em 2010, a Petrobrás será obrigatoriamente a operadora dos campos, com uma participação mínima de 30%.

As regras de conteúdo local para equipamentos e serviços foram outro foco de preocupação. As gigantes temem que a indústria nacional não tenha condições de atender às demandas e atrase o ritmo de entrada em operação de Libra.

Das 11 empresas que se habilitaram a participar da disputa, seis são asiáticas. A expectativa é que as petroleiras chinesas (CNOOC, CNPC e a Sinopec), sejam as estrelas do leilão de amanhã.

Vencedor. Quem vencer o megaleilão de Libra terá nas mãos um nível de detalhamento da área arrematada nunca antes oferecido pelo governo em licitações de áreas de petróleo. Parte relevante do trabalho de exploração já foi feita pela ANP, com a perfuração de um poço pioneiro no local, que identificou o potencial da área em torno de 12 bilhões de barris de óleo, podendo ultrapassar este volume, segundo comenta-se nos bastidores.

A certeza da existência de grande quantidade de óleo no local é o principal atrativo do leilão. A expectativa é de que esse primeiro poço perfurado e os dados detalhados da área acelerem o desenvolvimento do campo, fazendo com que atinja o pico de produção, de 1,4 milhão de barris por dia.

Mas existem alguns problemas. Investidores temem que o limite de investimentos da Petrobrás - que obrigatoriamente terá 30% da área e será responsável por sua operação -, atrase o cronograma.

Os desafios tecnológicos para extrair o óleo no pré-sal são os principais temores. Além disso, as exigências de conteúdo local praticamente eliminam as perspectivas de que a produção em Libra fosse iniciada em quatro ou cinco anos.

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